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Lula ignorou sugestão de Camilo Santana para adiar votação de Messias

Lula mantém Messias no STF após alerta de Camilo Santana; votação encerra com 42 a 34, rejeição histórica após posição adversa no plenário

O presitende da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o ex-ministro da Educação, Camilo Santana
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  • Camilo Santana, ex‑ministro da Educação e coordenador da campanha, sugeriu a Lula adiar a votação da indicação de Jorge Messias ao STF, na terça-feira (28).
  • Lula manteve a indicação mesmo diante de um cenário considerado adverso pelo ex‑ministro.
  • Durante a sabatina, Camilo descreveu Messias como “homem de fé, cristão, humano, de família, justo” e apto aos requisitos constitucionais e legais.
  • O governo temia resistência no Senado, com expectativa de votos entre quarenta e poucos a favor e até cinquenta, e o relator Weverton Rocha fixando piso em quarenta e quatro votos.
  • No plenário, Messias teve 34 votos a favor e 42 contrários, em uma rejeição inédita para um indicado ao Supremo em 132 anos.

O senador Camilo Santana (PT-CE) pediu ao presidente Lula para adiar a votação da indicação de Jorge Messias ao STF. O alerta foi feito na terça-feira, 28, um dia antes da sabatina da CCJ. Lula manteve a indicação, mesmo com o cenário apontado pelo ex-ministro.

Santana, ex-ministro da Educação e coordenador da campanha de Lula, disse que não havia margem de segurança para aprovar Messias. A solicitação visava evitar derrota no Senado diante da resistência existente.

Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da Senate, também era visto como entrave à aprovação. Relator Weverton Rocha (PDT-MA) havia estabelecido um piso de votos antes da sabatina.

Desdobramentos da sabatina

Na CCJ, a avaliação sobre Messias se complicou ao longo do dia. Aliados do indicado passaram a prever aprovação no limite mínimo, com 41 votos. O plenário, contudo, terminou rejeitando Messias por 34 votos favoráveis e 42 contrários.

A rejeição representa marco histórico: não ocorria a recusa de um indicado ao STF há 132 anos. A votação foi realizada no Senado, após a sabatina na CCJ e deixou o governo sem a candidatura.

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