- Marina Silva faz balanço da gestão no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima em videocast da EXAME, abordando legado, licenciamento ambiental e possível candidatura ao Senado.
- Ela destaca reduções de desmatamento: Amazônia 50%, Pantanal 80% e Cerrado 35%; quedas de 75% nos incêndios no bioma e 98% no Pantanal, além da mobilização de cerca de R$ 350 bilhões para a transformação ecológica.
- O Mapa do Caminho para a saída da dependência de combustíveis fósseis é prioridade incompleta: as diretrizes já estão prontas, mas a conclusão depende de ações interministeriais e passagem pela Casa Civil.
- Sobre o Senado, a Rede já indicou o nome de uma das vagas para São Paulo, com pesquisas mostrando posição favorável, mas a candidaturа ainda não é oficializada e depende de negociações internas; há tensão interna na Rede.
- Silva ressalta a necessidade de enfrentar misoginia e violência de gênero na política, defendendo participação masculina na luta e a continuidade de movimentos que promovam avanços para as mulheres.
Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, faz um balanço da sua gestão no mais recente episódio do videocast Negócios Sustentáveis, disponível no YouTube da EXAME. A participação aborda legado no ministério, desafios atuais e a corrida ao Senado, sem evitar perguntas sobre temas críticos como licenciamento ambiental.
Entre dados divulgados, a ex-ministra aponta quedas expressivas no desmatamento e na ocorrência de incêndios em biomas nacionais. Na Amazônia, a redução foi de 50%, no Pantanal chegou a 80% e no Cerrado, 35%. Os incêndios recuaram 75% e o Pantanal registrou queda de 98%, segundo balanço apresentado.
Ela atribui o diferencial da gestão à criação de instrumentos econômicos em escala para viabilizar a agenda ambiental. Aficción por números: o Fundo Clima passou de cerca de 400 milhões para 170 bilhões. Ao todo, foram mobilizados cerca de 350 bilhões para planos de transformação ecológica, por meio do EcoInvest, do Fundo Amazônia e do TFFF.
Licenciamento e o Congresso
Silva sustenta que houve piora na qualidade do licenciamento ambiental com a nova lei, elevando o risco de judicialização e atrasos em obras. Ela ressalta que o Ibama autorizou mais de mil licenças e realizou concurso para reforçar o quadro, com cerca de 800 dos 1.509 aprovados atuando na área de licenciamento.
A ex-ministra destaca a integração da pauta ambiental com outras pastas como um avanço da gestão, descrevendo a política transversal que tornou o Plano Clima, por exemplo, uma construção com 25 ministérios. O Plano Safra também ganhou consistência em parceria entre Meio Ambiente, Agricultura, Desenvolvimento Agrário, Agricultura Familiar e Fazenda. O Plano Plurianual 2024-2027 aponta 58 ações de sustentabilidade entre 80 programas.
Senado: nome posto, decisão ainda não
Fora do ministério, Marina Silva figura como possível candidata da Rede a uma vaga no Senado por São Paulo. Pesquisas mostram posição favorável em cenários com e sem concorrentes, variando conforme o levantamento. A definição da chapa envolve negociações internas entre partidos da federação, com Fernando Haddad em participação.
Silva ainda não confirmou formalmente a candidatura. Ela aponta que o processo de construção da chapa continua aberto, com foco em alinhamento estratégico entre os aliados. A ex-ministra também mencionou a turbulência interna na Rede, que resultou na dissolução de diretórios eleitos de maneira judicializadas, mas afirmou manter seu papel no partido.
Misoginia e o papel das mulheres na política
Ao tratar de episódios de violência de gênero ocorridos no Congresso, Silva defende a necessidade de mudanças regulatórias e culturais mais profundas, que transcendam rótulos ideológicos. Ela enfatiza que a participação masculina na luta contra a misoginia é essencial para enfrentar o tema de forma humana e inclusiva.
A ex-ministra reforça a importância de um movimento amplo, lembrando que avanços como a lei de cotas nasceram da união de mulheres de diferentes legendas. Ela reforça a ideia de remanescência política como caminho para ressignificar a atuação feminina na cena pública. O episódio completo do videocast está disponível na plataforma da EXAME.
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