- O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirma ter sofrido cinco meses de “desconstrução” de sua imagem antes da votação de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal.
- A indicação foi rejeitada no plenário do Senado, por 42 votos a 34, após ter sido aprov a na Comissão de Constituição e Justiça.
- Messias disse que houve disseminação de informações falsas e que sabe quem promoveu a ofensiva política contra ele.
- Desde a apresentação, em novembro, a nomeação tensionou a relação entre Congresso e governo, com o presidente do Senado defendendo outro nome, Rodrigo Pacheco.
- A formalização da indicação ocorreu em abril, após o Planalto segurar o envio para tentar vencer resistências, e Alcolumbre recebeu Messias apenas dias antes da sabatina.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou nesta quarta-feira (29) ter vivido um processo de desconstrução durante cinco meses antes da votação da sua indicação ao STF. Ele disse ter ouvido informações falsas sobre sua imagem, sem detalhar quem conduziu a campanha.
Ele foi derrotado no plenário do Senado por 42 votos a 34. Messias alegou que mentiras foram disseminadas ao longo do processo e afirmou saber quem organizou a ofensiva contra sua indicação.
A ideia de Messias foi aprovada na CCJ, mas foi rejeitada no plenário após meses de articulação entre o governo e o Congresso. Desde sua indicação, em novembro, houve tensão entre Executivo e Legislativo, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defendendo outro nome para a vaga, Rodrigo Pacheco. A formalização da indicação ocorreu apenas em abril, após o Planalto adiar o envio para ampliar a base de apoio.
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