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Messias define estratégia para conter pressão da oposição na CCJ

Messias antecipa fala na CCJ para conter oposição, ao tratar de ativismo do STF e aborto e evitar pautas adversas na sabatina

Jorge Messias durante sabatina na CCJ do Senado (Geraldo Magela/Agência Senado/Divulgação)
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  • Messias abriu sua fala inicial na CCJ abordando temas polêmicos como ativismo judicial e aborto, numa estratégia para conter a oposição.
  • A sabatina ocorre na principal comissão do Senado nesta quarta-feira, mantendo a análise da indicação ao Supremo Tribunal Federal.
  • Aliados do titular da Advocacia-Geral da União buscam fragilizar os argumentos da oposição ao longo da sabatina.
  • Parlamentares de oposição devem explorar assuntos sensíveis para tentar vincular Messias a posições que, segundo eles, desafiam o Legislativo.
  • Governistas enxergam uma vitória com margem apertada, exigindo apoio de quarenta e um senadores; a oposição aposta num cenário ainda mais acirrado.

Jorge Messias, indicado por Lula ao STF, abriu a sabatina na CCJ do Senado com mensagens polêmicas. A estratégia foi apresentar suas posições logo no início, para administrar a pressão da oposição. A sessão ocorre nesta quarta-feira, em Brasília.

Segundo aliados, o objetivo foi antecipar temas espinhosos, como ativismo judicial e aborto, evitando que senadores opositores puxassem pautas na sabatina. A ideia era fragilizar armas da oposição.

Ao agir primeiro, Messias busca afastar ataques anteriores e manter o foco de sua indicação, que depende da avaliação da CCJ e de eventual aprovação no plenário. A manobra visa reduzir surpresas durante o debate.

Parlamentares da oposição exibem cautela. Eles estudam recorrer a temas delicados para associar Messias a posições contrárias ao Legislativo, segundo a leitura de bastidores.

A expectativa entre governistas é de vitória apertada na sabatina, sem ultrapassar 50 votos. Já aliados de oposição comentam que o resultado pode ser mais fechado, dependendo dos alinhamentos entre os senadores.

Contexto da sabatina

Além da legitimação da indicação, a análise na CCJ envolve a leitura de decisões do STF e o alinhamento de Messias com o governo. A votação final depende de apoio mínimo de 41 senadores no plenário.

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