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Messias diz que desinformação ainda é conceito vago em sabatina

Messias afirma que conceito de desinformação é vago juridicamente e defende o Parlamento como espaço para regulá-lo, impactando a interpretação judicial

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  • Durante sabatina na CCJ do Senado, Messias afirmou que o conceito de desinformação é vago juridicamente, o que pode dificultar a interpretação de normas.
  • Ele defendeu a liberdade de expressão e afirmou que o Judiciário atua dentro do devido processo legal, com juiz natural, ampla defesa e contraditório.
  • Messias disse que o Parlamento é o melhor espaço para tratar do tema e mencionou a aprovação do PL das fake news pelo Senado, que foi encaminhado à Câmara.
  • Explicou a resolução do TSE de 2022 como resposta à ausência de regulação no parlamento e que o STF declarou sua constitucionalidade em ADI.
  • Citou a teoria dos riscos globais de Ulrich Beck e defendeu que a Advocacia-Geral da União (AGU) seria a unidade jurídica mais adequada para integrar esse centro de governo.

Durante sabatina na CCJ do Senado Federal nesta quarta-feira (29), Jorge Messias avaliou que o conceito de desinformação e de fake news ainda é vago do ponto de vista jurídico. O pedido foi evitar interpretações excessivas que comprometam a aplicação prática das regras.

O advogado-geral da União afirmou que a liberdade de expressão deve guiar as decisões e que o Judiciário atua dentro do devido processo legal, com juiz natural, ampla defesa e contraditório. O discurso reforçou que o princípio democrático sustenta as liberdades individuais, a imprensa e a crítica.

Parlamento como espaço para o tema

Messias defendeu que o melhor espaço para tratar da desinformação é o Legislativo. Ele destacou que o Senado já aprovou o PL das fake news e encaminhou o texto para a Câmara, sinalizando continuidade do debate.

Ao comentar a resolução do Tribunal Superior Eleitoral de 2022, o então assessor jurídico explicou que a medida respondeu à carência de regulamentação parlamentar. O STF avaliou a constitucionalidade da resolução em uma ação direta de inconstitucionalidade.

Riscos globais e atuação da AGU

A partir de referências acadêmicas, Messias cita a teoria de Ulrich Beck sobre riscos globais, como pandemias, crises financeiras e fraudes digitais, que exigem respostas estatais bem estruturadas. A AGU seria, na visão dele, a unidade jurídica apta a integrar esse centro de governo.

Encerrando o tema, Messias ressaltou a necessidade de evitar conceitos vagos, considerados perigosos para a interpretação judicial e a aplicação da norma ao caso concreto. A sabatina define sua possível vaga no Supremo Tribunal Federal.

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