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Messias diz que sabe quem fez isso após rejeição de nome ao STF no Senado

Messias é o primeiro indicado ao STF rejeitado pelo Senado em cento e trinta e dois anos; afirma ter enfrentado mentiras e não aponta responsáveis

O advogado-geral da União, Jorge Messias, teve seu nome rejeitado pelo Senado
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  • O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF por 42 votos a 34.
  • Messias afirmou ter enfrentado mentiras e uma desconstrução da sua imagem durante cinco meses de espera pela votação.
  • O presidente Lula da Silva indicou Messias em novembro do ano passado, tendo oficializado a mensagem ao Senado apenas em abril por causa de atritos políticos com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
  • A rejeição é ligada à resistência de Alcolumbre e ao contexto político, com Messias dizendo que sabe quem promoveu os ataques, sem indicar nomes.
  • Messias agradeceu aos apoiadores, disse que o Senado é soberano e que não encara a derrota como o fim, mantendo-se em paz e próximo de cumprir seu propósito público.

Jorge Messias, advogado-geral da União e primeiro indicado ao STF a enfrentar rejeição pelo Senado em 132 anos, discursou nesta quarta-feira cercado de ministros do governo para falar sobre a derrota histórica. O plenário votou contra a sua indicação por 42 votos a 34, após meses de expectativa e tensão política.

O ministro afirmou ter enfrentado uma campanha de desinformação e ataques à sua imagem durante cinco meses de tramitação. Sem indicar nomes, confessou ter ficado com o sentimento de que houve uma promoção de pessoas por trás das investidas contra sua candidatura.

A decisão do Senado ocorreu em meio a disputas entre o Palácio do Planalto e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre. O governo queria que o Senado aprovasse o nome de Messias como ministro do STF, mas houve resistência e a rejeição acabou prevalecendo.

Messias destacou que recebeu apoio de 78 dos 81 senadores, ressaltando que o Senado é soberano e que faz parte do processo democrático aceitar o resultado. Ele afirmou estar em paz, reconhecendo a necessidade de seguir com a própria trajetória pública.

O ministro enfatizou que a rejeição não encerra sua carreira, lembrando ter servido por carreira no serviço público. Ao agradecer as orações e o apoio, ele reconheceu o impacto emocional do episódio, sem apontar responsáveis pelas pressões enfrentadas.

A candidatura de Messias contou com apoio de representantes do meio evangélico e de figuras públicas, incluindo o ministro André Mendonça, que expressou surpresa com o resultado e reconheceu a atuação do indicado. A análise sobre o episódio permanece em aberto entre os já anunciados desdobramentos políticos.

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