- A CCJ do Senado aprovou, por 16 votos a 11, a indicação de Jorge Messias para ministro do STF; o caso segue para votação no plenário.
- Para ser confirmada, Messias precisa de maioria simples no plenário, ou seja, ao menos 41 votos, com quórum previsto de 81.
- Em sabatina, ele defendeu aperfeiçoamento do STF e equilíbrio entre poderes, reforçando que demandas de transparência devem ser escrutinadas pela instituição.
- Messias negou defender a legalização do aborto e afirmou que o tema deve ser decidido pelo Congresso; também ressaltou autonomia do Legislativo na discussão da anistia aos condenados de 8 de janeiro.
- Caso seja aprovado, Messias ocupará a cadeira no STF pela terceira indicação de Lula, somando-se aos ministros já nomeados, e integrará a Primeira Turma.
A CCJ do Senado aprovou, nesta quarta-feira (29), a indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, para o cargo de ministro do STF. A votação ocorreu por 16 votos a 11, e o processo segue para o plenário, onde é necessária maioria simples, em plenário com expectativa de 81 integrantes.
Durante a sabatina, Messias defendeu aperfeiçoamento e equilíbrio do STF, destacando a necessidade de transparência, prestação de contas e escrutínio público. O indicado afirmou não defender a legalização do aborto e deixou claro que o tema cabe ao Congresso.
A defesa de Messias também tratou da autonomia do Legislativo para discutir a anistia de condenados pelo 8 de janeiro, com o advogado negando perseguição aos envolvidos nos atos. Ele ressaltou que o STF só deve atuar mediante solicitação para mediar conflitos.
A votação na CCJ teve a maior desaprovação deste século para um indicado ao STF, com 11 votos contrários. Nomes anteriores com reprovação semelhante incluem André Mendonça, em 2021, e Flávio Dino, em 2023, sinalizando possível pleito apertado no plenário.
Indicação ao STF
Jorge Messias foi indicado por Lula ao STF após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, com envio formal ao Senado ocorrido em abril. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, expressou preferência por Rodrigo Pacheco para a liderança, mas a indicação terminou seguindo para votação no plenário.
Caso aprovada, Messias ocupará uma vaga na Primeira Turma do STF, hoje composta por quatro ministros. Ele é o terceiro indicatodo por Lula ao STF no atual mandato presidencial, após Cristiano Zanin e Flávio Dino. O conjunto de indicações soma 11 ministros já nomeados por Lula.
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