- Durante sabatina na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, Jorge Messias foi visto usando pulseira com a frase “sempre foi Deus”.
- A peça chamou atenção e, segundo apuração da CNN Brasil, lideranças evangélicas trabalham nos bastidores para angariar votos a favor da indicação ao STF.
- Messias afirmou que, apesar de ser evangélico, o Estado brasileiro é laico e que há laicidade clara, porém colaborativa entre o Estado e religiões.
- O candidato defendeu que a neutralidade estatal em fé é tradição desde a Constituição de 1891 e que juiz não pode colocar convicções religiosas acima da Constituição.
- Ele disse interpretar a Constituição com fé, e não pela fé, destacando o preâmbulo que menciona Deus e artigos que orientam bem-estar e redução de desigualdades.
Durante a sabatina de Jorge Messias na CCJ do Senado, uma pulseira com a frase sempre foi Deus chamou atenção ao ser usada pelo indicado ao STF. O momento ocorreu durante a sessão de avaliação da nomeação.
A imagem circulou entre assessorias e imprensa, destacando a ligação de Messias com setores religiosos. Segundo apuração da CNN Brasil, lideranças evangélicas atuam junto a senadores em busca de votos favoráveis à indicação.
Messias afirmou durante a sabatina que, apesar de sua identidade evangélica, tem plena consciência de que o Estado brasileiro é laico. A resposta ocorreu após questionamento do senador Fabiano Contarato, do PT do Espírito Santo.
Foi destacada a visão de que a laicidade não impede a fé, mas garante o exercício da crença de todos os cidadãos. O candidato reiterou que a neutralidade estatal em questões religiosas é uma tradição constitucional.
Ele explicou que a neutralidade acompanha a tradição brasileira desde a Constituição de 1891, e afirmou que a prática fortalece a diversidade cultural do país. Segundo Messias, juiz não pode colocar convicções religiosas acima da Constituição.
Fé e Constituição: interpretação, não imposição
Ao reaffirmar a laicidade, Messias manteve a posição de interpretar a Constituição com base na fé sem impor religião no exercício da função jurisdicional. O candidato defendeu uma leitura que respeita princípios éticos sem favorecer uma confissão religiosa.
A defesa inclui referência ao preâmbulo que menciona a proteção de Deus e ao artigo 3º, que orienta promover o bem de todos e reduzir desigualdades. Para Messias, esses valores apontam para uma sociedade fraterna, justa e solidária.
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