- O Senado rejeitou Messias com 42 votos contra e 34 a favor; eram necessários 41 votos, restando 7 votos faltando para a aprovação.
- Fachin afirmou respeitar a prerrogativa do Senado e destacou a necessidade de preencher a vaga no STF.
- Mendonça criticou publicamente a derrota, dizendo que o Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro; elogiou Messias.
- Lula atuou por meio de intermediários; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teria trabalhado diretamente contra Messias, preferindo Rodrigo Pacheco.
- O ambiente entre Poderes ficou mais tenso, com avaliações sobre impactos na relação entre STF e Senado e relatos sobre desdobramentos no caso do Crime Organizado e na CPI.
O plenário do Senado rejeitou, por 42 votos contrários a 34 favoráveis, a indicação de Jorge Messias ao STF. Faltaram 7 votos para alcançar os 41 necessários. A votação ocorreu em meio a críticas ao relacionamento entre os poderes e ao desempenho do governo na articulação. A decisão não encerra o assunto, mantendo a vaga em aberto.
Ministros do STF e parlamentares foram atendidos por mensagens e posicionamentos que sinalizam tensões entre o Executivo e o Legislativo. Três ministros atuaram junto a senadores da oposição para angariar apoio à AGU, levantando expectativa de aprovação folgada, que não se confirmou. A bancada oposicionista avaliou o cenário como derrota para o governo.
André Mendonça, que apoiou Messias, comentou publicamente a decisão pelo Senado, afirmando que o Brasil perde a oportunidade de ter um ministro competente. O presidente do STF, Edson Fachin, ressaltou o respeito à prerrogativa constitucional do Senado e reiterou a importância de tratar divergências com urbanidade e responsabilidade.
No meio político, o desfecho alimenta o debate sobre impeachment de ministros do STF, tema já discutido no Senado. A avaliação entre magistrados envolve a leitura de que o governo pode buscar novos caminhos para preencher a vaga, enquanto a Casa busca reafirmar sua independência institucional.
Entre colegas do Judiciário, há percepção de que o apoio a Messias teve efeito menor do que o esperado. Alguns indicaram que o episódio envolvendo outros casos de interesse público reduziu a capacidade de mobilização junto aos senadores de oposição, influenciando o desfecho da sabatina. A pauta de relações entre os Poderes continua em evidência.
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