- A PGR defende a manutenção da prisão preventiva do desembargador Macário Ramos Júdice Neto, do TRF‑2, suspeito de relação com o crime organizado no Rio de Janeiro.
- Paulo Gonet afirmou que a medida é indispensável para evitar a fuga e está fundamentada em elementos com risco concreto às investigações, à segurança pública e ao Poder Judiciário.
- Júdice está preso desde dezembro, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, sob suspeita de vazamento de informações sobre operação policial ligada ao ex-deputado TH Joias.
- A PGR denunciou o trio — além do desembargador, outras duas pessoas — por obstrução de investigação, e também houve acusação de violação de sigilo funcional.
- A defesa afirma que TH já sabia da diligência e que o desembargador, no horário citado, jantava com outras pessoas, negando encontro com Rodrigo Bacellar e ressalvando que não houve vazamento.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a continuidade da prisão preventiva do desembargador Macário Ramos Júdice Neto, do TRF-2, suspeito de ligação com o crime organizado no Rio de Janeiro. A defesa citou risco de fuga e impacto nas investigações e no Sistema de Segurança Pública.
Júdice está preso desde dezembro, decretado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A denúncia envolve obstrução de investigação e violação de sigilo funcional. A PGR denunciou o desembargador, o então presidente da Alerj Rodrigo Bacellar e outras pessoas.
No caso, TH Joias é alvo de apurações sobre supostas ligações com o crime organizado. A defesa sustenta que TH já tinha conhecimento de diligências e que houve medidas de fuga desde a véspera da operação da PF. O desembargador nega encontro com Bacellar e afirma ter estado em jantar com outras pessoas no mesmo horário.
Defesa e entorno do caso
A defesa afirma que o magistrado estava em local diferente do encontro citado pela PF e que não houve vazamento por parte dele. Autoridades continuam na investigação para esclarecer eventuais responsabilidades de terceiros.
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