- Senado rejeita a indicação de Messias ao STF; Planalto avalia reação e pode demitir indicados de aliados de Alcolumbre.
- Lula chamou Messias para uma conversa com ministros e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, para entender os motivos da derrota e definir passos futuros.
- Governo afirma que aceita a decisão do Senado, mas cobra explicações sobre as razões da desaprovação.
- No Congresso, a leitura é de que uma nova indicação ao STF ficará para depois das eleições.
- Histórico: Messias é o terceiro indicado de Lula ao STF neste mandato; a rejeição representa a primeira derrota do governo em 132 anos. Antes da votação, houve mobilização de apoio e liberação de emendas, com forte empenho de em abril.
O Planalto avalia a reação após o Senado rejeitar a indicação de Messias ao STF. A derrota ocorreu no plenário, com o governo buscando leitura das razões para a rejeição e definindo próximos passos, segundo apuração de veículos nacionais.
Interlocutores do governo dizem que a administração pode tomar medidas políticas em resposta. Entre as possibilidades está a demissão de indicados ligados ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, conforme a avaliação interna após o resultado.
José Guimarães afirmou que o governo aceita a decisão, mas cobra explicações formais sobre os motivos da rejeição. A leitura é de que o Senado deve explicar o que motivou o resultado.
No Congresso, a orientação é de que uma nova indicação ao STF ficaría para depois das eleições, mantendo o tema em suspenso até o processo eleitoral.
Contexto de indicações de Lula
Desde 2003, Lula indicou 11 nomes ao STF. As votações recentes indicam maior rejeição, sugerindo maior dificuldade de sabatina. Messias foi o terceiro indicado neste mandato, após Zanin e Dino, ambos com votações distintas no Senado.
O histórico mostra que, antes, indicações tinham aprovação mais ampla, com votações no plenário frequentes, mas recentemente houve aumento da oposição ao longo das sabatinas.
A rejeição de Messias representou a primeira indicação ao STF barrada em 132 anos, segundo a leitura de aliados do governo. Ainda que tenha havido mobilização prévia, o resultado não ocorreu conforme o esperado.
Antes da votação, o Planalto intensificou a articulação para obter apoio, com visitas de Messias a senadores e reforço de emendas. Números indicam apoio de parte do plenário e apoio de emendas liberadas anteriormente.
Além da articulação, o governo liberou recursos para parlamentares a fim de reunir apoio, com desembolsos significativos em abril. Emendas e recursos da União foram usados para influenciar o cenário, ainda sem (ou além) do suficiente para a aprovação.
O resultado gerou reação de opositores, que provocaram gargalhadas diante da derrota. Dados internos apontam surpresa entre aliados, que esperavam votação favorável nas bancadas.
Reações internas
O líder do governo no Senado afirmou que a derrota foi inesperada, destacando que cada parlamentar votou conforme sua convicção. A avaliação interna aponta atuação de diferentes eixos no plenário como fator-chave.
Nos bastidores, pentelhe de apoio ao Planalto aponta a atuação de Davi Alcolumbre como elemento central para o resultado desfavorável. A versão interna sustenta que o senador atuou para barrar a indicação.
A sabatina de Messias ocorreu com atraso de cinco meses, e houve atraso na remessa da mensagem presidencial ao Senado, chegando apenas em 1º de abril. O episódio amplia o tempo de indefinição sobre a vaga no STF.
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