- A Polícia Federal abriu inquérito para apurar possível descaminho ou contrabando em voo de uma aeronave pertencente a Fernandim OIG, empresário do ramo de apostas online, na qual estavam quatro políticos.
- O voo ocorreu entre Saint Martin, paraíso fiscal no Caribe, e São Roque, em 20 de abril de 2025, a bordo de um Gulfstream G650, prefixo PP-OIG.
- Estavam no jato o presidente da Câmara, Hugo Motta; o senador Ciro Nogueira; o deputado Doutor Luizinho; e o deputado Isnaldo Bulhões.
- A suspeita surgiu após a Polícia Federal flagrar o piloto passando sete volumes de bagagem por fora do raio X, durante o desembarque, o que pode indicar contrabando ou descaminho.
- O caso foi encaminhado ao STF para análise da Procuradoria-Geral da República, para verificar se há indícios de crime, já que envolve pessoas com prerrogativa de foro.
A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar suspeitas de descaminho ou contrabando envolvendo uma aeronave particular. O voo transportava quatro políticos que estavam a bordo: Hugo Motta, Ciro Nogueira, Doutor Luizinho e Isnaldo Bulhões. A investigação envolve um empresário do ramo de apostas online e ocorreu após a PF constatar irregularidades no desembarque.
Segundo apuração, o jato Gulfstream G650, prefixo PP-OIG, pertencia a Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandim OIG. A aeronave vinha de Saint Martin, paraíso fiscal caribenho, e pousou em São Roque (SP) na noite de 20 de abril de 2025, no aeroporto Catarina, utilizado pela aviação executiva. A PF investiga se houve passagem de bagagem fora do raio X no desembarque.
O inquérito, iniciado na 1ª Vara Federal de Sorocaba, foi remetido ao STF em março, por envolver pessoas com prerrogativa de foro. O ministro Alexandre de Moraes encaminhou para análise da PGR para verificar indícios de crime. Fernandim OIG já é alvo de investigações anteriores na CPI das Bets do Senado.
A PF detectou que, durante a viagem, os quatro políticos estavam no mesmo voo, com seus pertences passando pelo raio X normalmente. Ainda não há identificação de quem teria organizado ou feito a passagem de bagagem fora do perímetro de inspeção, nem confirmação de envolvimento direto dos parlamentares nos crimes investigados.
As apurações também envolvem o piloto José Jorge de Oliveira Júnior e o auditor-fiscal Marco Antônio Canella, ligados às suspeitas de facilitação de contrabando e descaminho. A origem do material não identificado e o papel dos demais passageiros permanecem sob análise da autoridade competente.
Motta afirmou ter cumprido os protocolos ao desembarcar e aguarda manifestação da PGR. A assessoria de Nogueira informou que não há respostas no momento. Representantes de Luizinho também não comentaram o assunto, e a equipe de Isnaldo não respondeu às tentativas de contato.
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