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Quem é a mulher que passa a comandar a maior Polícia Militar do país

Primeira mulher no comando da Polícia Militar de São Paulo, com 81 mil policiais, prioridade é enfrentar a violência contra a mulher e ampliar o acolhimento humanizado

A coronel Glauce Anselmo Cavalli, durante cerimônia de posse na chefia da PM-SP nesta quarta, 29 (Pablo Jacob/Governo Estado SP/Reprodução)
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  • A coronel Glauce Anselmo Cavalli passou a comandar a Polícia Militar de São Paulo, que tem 81 mil policiais, nesta quarta-feira, 29.
  • Cavalli é a primeira mulher a chefiar a PM paulista em 200 anos e é a segunda no Brasil a ocupar o posto, após Ana Paula Barros Habka no Distrito Federal (em janeiro de 2024).
  • Ela tem trinta e três anos de serviço na PM-SP e assume substituindo o coronel José Augusto Coutinho; é doutora em Ciências Policiais.
  • Antes de chegar ao comando, atuava no Centro Logístico da PM-SP e já chefiou a Diretoria de Finanças e a Comunicação Social da corporação.
  • A prioridade anunciada é o enfrentamento à violência contra a mulher, com cabines lilases nos centros de operações, atendimento por videochamadas e espaços lilases nos quartéis para acolhimento.

A Polícia Militar de São Paulo passou a ter pela primeira vez uma mulher à frente da corporação. A coronel Glauce Anselmo Cavalli assumiu o comando nesta quarta-feira, 29, em cerimônia na Academia do Barro Branco, no Tucuruvi. Cavalli assume com 33 anos de atuação na PM-SP e foi nomeada ao cargo pelo governador Tarcísio de Freitas.

Ela comandará a maior polícia do Brasil, responsável por 81 mil policiais. Cavalli é a segunda mulher a ocupar o posto no país, após Ana Paula Barros Habka, que passou a chefiar a PM do Distrito Federal em janeiro de 2024. A coronel substitui o coronel José Augusto Coutinho.

Antes da nomeação, Cavalli atuava no Centro Logístico da PM-SP e já chefiou a Diretoria de Finanças e a Comunicação Social da corporação. Ela é doutora em Ciências Policiais e avalia prioridades de gestão, com foco em segurança institucional e melhoria de serviços à população.

Agenda e prioridades

Durante o discurso de posse, Cavalli destacou a violência contra a mulher como prioridade operacional. Pretende ampliar cabines lilases nos centros de operações, ampliar atendimento por videochamadas e abrir quadros para acolhimento humanizado nas unidades.

A decisão ocorre em um contexto recente de repercussão envolvendo feminicídio de alta visibilidade. O tenente-coronel Geraldo Leite da Rosa Neto foi preso e denunciado pela morte da esposa, Gisele Alves Santana, em fevereiro. A versão de suicídio foi desmentida pela investigação policial.

Panorama institucional

A nomeação de Cavalli reforça a participação feminina em cargos de liderança em forças de segurança no país. A coronel assume diante de uma corporação com desafios de combate à violência de gênero, integração de ações e cooperação interinstitucional no estado de São Paulo.

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