- O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, marcando uma derrota histórica para o governo Lula.
- A rejeição ocorreu em meio a tensões políticas, com a proximidade das eleições e ceticismo de parte do centrismo e da oposição sobre a indicação.
- Durante a sabatina, o senador Alessandro Vieira questionou Messias sobre críticas ao STF e às CPIs, recebendo apoio rápido de correntes políticas contrárias à narrativa de “intocáveis” da Corte.
- Messias não assumiu claramente a defesa do STF e citou implicações de que a população perdeu confiança no Judiciário, usando referências a Celso de Mello para justificar sua posição.
- O episódio evidencia o isolamento político do STF entre parte do Senado e sugere fragilidade da articulação do governo, com leituras de que o episódio pode ser visto como derrota para Lula.
O Senado rejeitou nesta terça-feira a indicação de Jorge Messias para o STF. A derrota ocorreu em meio a votações acirradas, com oposição e parte do centrismo favoráveis a indicar o nome apenas após as eleições de outubro. O governo avaliou que a bancada adversária dificultaria a aprovação.
Durante a sabatina, o tema ganhou proeminência quando o senador Alessandro Vieira questionou não apenas o comportamento de alguns ministros do STF no caso Master, mas a relação entre a Corte e as CPIs. Messias não admitiu cumprir o papel de defensor da Corte, evitando respostas diretas a provocações sobre conduta de ministros.
Ainda na sabatina, Messias sinalizou apoio a uma eventual reforma do Judiciário e sugeriu a criação de um código de conduta para ministros. A sessão evidenciou o isolamento político de figuras de maior projeção dentro do STF e mostrou resistência a críticas a autoridades do Judiciário, segundo a avaliação de parlamentares.
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