- O Senado rejeitou nesta quarta-feira a indicação de Jorge Messias ao STF, com 34 votos a favor e 42 contra; eram necessários 41 para aprovação.
- A rejeição é rara: desde 1890, apenas seis nomes indicados foram barrados; cinco ocorridos em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto.
- Um caso marcante é o de Cândido Barata Ribeiro, médico-cirurgião que atuou como ministro do STF antes de ter o nome rejeitado por não ter formação em Direito.
- Outros indicados por Floriano Peixoto também foram barrados naquele período — Ewerton Quadros, Demóstenes Lobo, Galvão de Queiroz e Antônio Seve Navarro — e alguns não tinham formação jurídica.
- Com a recusa, o presidente Lula deverá indicar outro nome para a vaga; não há impedimento constitucional para nova indicação, mas a decisão representa um revés político e pode sinalizar um recado ao STF.
O Senado Federal rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação de Jorge Messias para o STF. O ministro-chefe da AGU recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários, abaixo dos 41 necessários para aprovação. O episódio ocorre no plenário da Câmara alta, em Brasília.
A rejeição é um marco histórico: desde 1890, quando a Corte foi criada, apenas seis nomes indicados por presidentes foram barrados pelo Senado, e cinco deles no século XIX. Na prática, o processo de 1894 era diferente, com a indicação podendo avançar antes da aprovação senatorial.
Caso de Barata Ribeiro e outros indicados sem formação em direito
Entre os casos mais curiosos está o de Cândido Barata Ribeiro, recusado pelo Senado em 1894, ainda que atuasse como ministro. Ribaptou-se médico-cirurgião e professor, com atuação política relevante, mas não possuía formação jurídica, critério considerado essencial à época.
Além de Barata Ribeiro, outros quatro indicados por Floriano Peixoto também foram rejeitados naquela ocasião. No total, o presidente indicou 11 nomes nesse período, marcando a única fase em que várias indicações foram barradas.
- Jorge Messias — indicado por Lula (2026)
- Cândido Barata Ribeiro — indicado por Floriano Peixoto (1894)
- Ewerton Quadros — indicado por Floriano Peixoto (1894)
- Demóstenes Lobo — indicado por Floriano Peixoto (1894)
- Galvão de Queiroz — indicado por Floriano Peixoto (1894)
- Antônio Seve Navarro — indicado por Floriano Peixoto (1894)
Segundo o acervo, além de Barata Ribeiro, alguns reafirmaram não ter formação em direito, como aconteceu com Quadros e Lobo.
Próximos passos
Com a rejeição, o presidente Lula terá de indicar outro nome para a vaga. Não há impedimento constitucional para nova indicação, mas a tendência é que o próximo escolhido seja recalibrado. A decisão, inédita na história recente, representa um revés político para o governo e também é interpretada como recado ao STF.
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