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Senado barra Messias; bolsonaristas comemoram derrota de Lula

Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF por 42 a 34; bolsonaristas celebram, marcando a primeira derrota histórica para Lula e seu governo

Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza reunião para sabatinar indicados ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), Defensoria Pública da União (DPU), e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em pronunciamento, à bancada, indicado para exercer o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (MSF 7/2026), Jorge Rodrigo Araújo Messias.
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  • O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF por 42 votos a 34, barrando o nome após aprovação na comissão, sendo a primeira vez desde 1894 que isso ocorre.
  • Bolsonaristas comemoram a decisão, com Flávio Bolsonaro elogiando a soberania do Senado e o recado à esquerda.
  • A senadora Tereza Cristina destacou a independência do Senado em definir a composição do Supremo.
  • Oposição afirmou que a decisão reforça a autonomia do Legislativo em relação ao Executivo.
  • Entre apoiadores, Carlos Portinho e Sergio Moro criticaram posições de Messias e destacaram impactos políticos da sabatina.

A rejeição do nome do advogado-geral da União Jorge Messias para atuar no STF foi aprovada pelo Senado nesta quarta-feira, 29, por 42 votos a 34. A sessão ocorreu em Brasília, após a indicação ter passado pela Comissão de Constituição e Justiça, mas acabou barrada pelo plenário, suspendendo a nomeação.

A votação marcou uma derrota para o governo Lula, que o indicou. Pelas regras constitucionais, o Senado tem papel decisivo na sabatina e na aprovação de ministros do STF, e a oposição comemorou a decisão como um ponto de inflexão político. O desfecho era visto como um indicativo de autonomia da Casa em temas do Judiciário.

Reações e leitura política

Flávio Bolsonaro, provável adversário de Lula em outubro, elogiou a decisão nas redes sociais, dizendo que o Senado demonstrou independência ao evitar o avanço da esquerda sobre o Estado e a Justiça. O comentário enfatizou a divisão entre Executivo e Legislativo.

Tereza Cristina, senadora do PP-MS, avaliou que o Senado exerceu soberania e autonomia ao se posicionar contra a indicação, ressaltando a separação de poderes. Ela destacou a importância do Senado definir a composição do STF.

Carlos Portinho, líder do PL no Senado, comentou a derrota como impacto sobre o governo Lula e classificou o resultado como um marco para o país. Outros senadores também apontaram disputas sobre alinhamentos entre Judiciário e Executivo.

Sergio Moro, União Brasil, criticou a posição de Messias em temas como o aborto e a atuação da Procuradoria da Verdade, além de apontar contradições vistas durante a sabatina. As declarações ocorreram em redes sociais, com cargos de oposição ao governo.

Romeu Zema, ex-governador de Minas e pré-candidato, avaliou que a votação representa um freio à politização do STF. O comentário ocorreu no contexto de debates recentes envolvendo o Supremo e figuras da instituição.

O caso repercutiu entre setores que acompanham a tramitação de temas constitucionais, incluindo debates sobre a atuação do STF em decisões sobre leis das estatais e políticas públicas. A oposição ressaltou a importância da autonomia do Senado frente ao Executivo.

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