- O presidente da Abras, João Galassi, busca reunião com o ministro do Trabalho para discutir alternativas à escala 5×2 e apoiar a chamada PEC do horista.
- A PEC 40/2025, proposta pelo deputado Mauricio Marcon, permitiria aos empregados escolher entre a jornada pela CLT ou por horas trabalhadas (horista).
- Galassi afirma que a mudança pode prejudicar redes menores, que costumam ter três ou quatro funcionários por seção.
- Algumas redes já adotaram jornadas diferentes, mas a Abras defende manter 44 horas semanais, em vez de reduzir para 40, para não inviabilizar pequenos supermercados.
- Além disso, plataformas digitais de autônomos já operam em horários de pico; a MPT acompanha o tema, enquanto a flexibilização seria vista como forma de reter mão de obra, especialmente entre jovens.
O presidente da Abras, João Galassi, está buscando alternativas à escala 5×2 para os supermercados. Em mensagem ao ministro do Trabalho, Luiz Marinho, ele solicitou uma agenda para discutir a adoção de medidas que apoiem a proposta conhecida como PEC do horista.
A pauta envolve a possibilidade de contratar por hora como opção adicional à jornada atual. A PEC 40/2025, de Mauricio Marcon, pode abrir caminho para regimes baseados em horas trabalhadas, em vez da CLT tradicional. A proposta já divide opiniões entre sindicatos.
Galassi afirmou, em entrevista, que a opção horista seria um caminho desejável ao lado do modelo mensalista. A ideia é evitar impactos negativos para redes menores com a recente discussão sobre a jornada 5×2.
Ele ressalta que algumas redes, como Coutinho e Savegnago, já experimentam mudanças de jornada. A Abras defende manter a semana em 44 horas, não concordando com a redução para 40 horas por semana.
Segundo o dirigente, a flexibilização é vista como crucial para reter mão de obra no varejo alimentar, especialmente entre jovens. Sublinhe que o governo ainda não se posicionou oficialmente sobre a PEC.
No momento, o tema é alvo de atuação de plataformas digitais que conectam autônomos para atender picos de demanda. O Ministério Público do Trabalho acompanha a atuação dessas plataformas para avaliar impactos trabalhistas.
PEC do horista e impactos para redes menores
A Abras aponta que a mudança para a escala 5×2, aliada à PEC do horista, pode prejudicar pequenos supermercados com poucos funcionários por seção. A associação teme que haja quebra de lojas de menor porte.
Galassi disse que manter as 44 horas semanais, com a incorporação do horista, seria uma solução mais estável para o setor. A avaliação é de que a redução para 40 horas pode inviabilizar parte dos pequenos empresários.
O presidente da Abras também mencionou conversas com o governo sobre o tema, sem indicar uma data para o anúncio de políticas públicas. A discussão continua em meio a debates sobre o equilíbrio entre produtividade e custos operacionais.
A agenda solicitada visa esclarecer como o governo pretende agir frente às propostas de flexibilização da jornada. O desfecho depende de negociações entre parlamentares, trabalhadores e entidades setoriais.
Entre na conversa da comunidade