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Tese de Messias provoca controvérsia em sabatina

Senadores questionam tese de Messias que critica Lava Jato e avalia gestões de Lula, Temer e Bolsonaro, em sabatina para vaga no Supremo

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado realiza nesta 4ª feira (29.abr.2026) a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias. Na imagem, o AGU (à esq.) cumprimenta o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da Oposição no Senado
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  • O advogado-geral da União, Jorge Messias, foi sabatinado por senadores sobre temas de sua tese de doutorado defendida em 2024 na UnB.
  • A obra, intitulada O Centro de Governo e a AGU: estratégias de desenvolvimento do Brasil na sociedade de risco global, critica a Lava Jato por ter sido superficial e irresponsável, apontando criminalização da política e da ação estatal.
  • O estudo também analisa gestões de Michel Temer e Jair Bolsonaro, classifica o impeachment de Dilma Rousseff como golpe e discute o STF no centro do debate público.
  • Trechos sobre Lula destacam ênfase ambiental na política externa, participação em cúpulas internacionais e diagnóstico sobre políticas desde 2016, com foco na gestão anterior.
  • Sobre a Lava Jato, o texto aponta crise política decorrente da operação; sobre Bolsonaro, aborda redução de direitos; e sobre o STF, comenta críticas de setores da esquerda e o papel do Judiciário em temas nacionais.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, enfrentou perguntas de senadores nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, sobre temas presentes em sua tese de doutorado. O tema central envolve críticas à operação Lava Jato, que, segundo ele, teve atuação superficial e irresponsável e contribuiu para a criminalização da política e da atuação estatal. A defesa ocorreu na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, durante a sabatina necessária para a indicação ao STF.

A tese, defendida em 2024 na UnB, tem o título O Centro de Governo e a AGU: estratégias de desenvolvimento do Brasil na sociedade de risco global. O trabalho analisa o papel da Advocacia-Geral da União e do governo federal no contexto brasileiro, com ataques a gestões passadas e leituras sobre o papel do STF no debate público ao longo dos anos.

Além de criticar a Lava Jato, o estudo aborda gestões de Michel Temer e Jair Bolsonaro, aponta o impeachment de Dilma Rousseff como golpe e discute o papel do STF na política brasileira. O texto também analisa impactos de políticas públicas, a vocação de o STF ocupar posição central no cenário político e as dinâmicas entre governo, Poder Judiciário e sociedade.

Eixos analisados no documento sobre o governo Lula enfatizam a política externa e a centralidade ambiental, destacando a participação do Brasil em eventos internacionais recentes, como cúpulas e conferências. O trabalho aponta diagnóstico da transição de governos anteriores e avalia impactos sobre políticas de desenvolvimento e políticas sociais.

No conjunto, o pesquisador propõe que a atuação estatal e o ambiente institucional precisam ser vistos sob a ótica de risco global e de governança, sugerindo reflexões sobre o equilíbrio entre direitos, instituições e responsabilidade pública. A sabatina continua com a avaliação dos senadores para a indicação ser confirmada pelo Senado.

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