- A votação do Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.
- Davi Alcolumbre proclamou o resultado, com analistas destacando que o recado é dirigido ao presidente Lula.
- Logo após o encerramento da votação, Jaques Wagner sussurrou que “acho que ele vai perder por oito”, frase captada pelo microfone.
- O colunista Carlos Andreazza afirma que a vitória é um exercício de poder de Alcolumbre, que, segundo ele, infringe o governo Lula e ressalta a dependência entre Lula e o Senado.
- O recado, segundo Andreazza, seria de que “o governo precisa mais de mim do que eu dele”.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), proclamou o resultado da votação que rejeitou a indicação de Jorge Messias para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A análise é do jornalista Carlos Andreazza, que acompanha o momento político após a decisão.
Segundo Andreazza, Alcolumbre soube da derrota do governo sem sofrer derrotas isoladas, pois contou com a participação de setores bolsonaristas na operação para afastar Messias. O objetivo, segundo o colunista, era mandar um recado ao STF.
Logo após encerrar a votação, a exibição do resultado no painel foi acompanhada por Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, que se aproximou de Alcolumbre em tom reservado. A previsão de vitória para Messias foi discutida pelo presidente do Senado antes da divulgação oficial.
A interpretação do analista é de que o movimento representa um exercício de poder e uma derrota para o governo Lula na votação. A leitura é de que o governo pretendia formar maioria pela indicação de Messias, mas não conseguiu atingir o objetivo com os apoios disponíveis.
Segundo Andreazza, o recado de Alcolumbre sinalizaria que o governo precisa de maior articulação com o Senado, enquanto o presidente do Senado manteria sua posição de força no parlamento. A íntegra da análise está disponível na edição do quadro Andreazza Reage.
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