- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mira a reeleição e reagiu à rejeição de Jorge Messias, atribuindo ingratidão ao governo Lula.
- Parlamentares da base afirmam não entender a ira dele e apontam desgaste com o governo nos meses que antecederam a sabatina.
- Alcolumbre afirma que Cristiano Zanin e Flávio Dino teriam sido aprovados com ajuda de senadores próximos a ele, e que a vaga extra no STF deveria ser do Senado.
- Ele criticou a demora do governo em enviar a documentação para a sabatina de Messias e chegou a indicar que, sem os papéis, poderia apresentar a indicação no Diário Oficial.
- Houve disputa entre Executivo e Legislativo, com Alcolumbre divulgando nota dizendo que a relação com o governo havia implodido.
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, criticou publicamente a indicação de Jorge Messias para o STF, apontando ingratidão do governo Lula e vinculando a atuação de Zanin e Dino a apoios recebidos. A fala ocorreu em meio a uma crise interna na base aliada, com desentendimentos sobre o futuro do Supremo.
Líderes do governo dizem que a prerrogativa de indicar ministros é exclusiva do Executivo. Conforme apuração, Alcolumbre sustenta que a sabatina de Messias não andou por falta de documentação, e que a vaga aberta por Barroso deveria ser preenchida pelo Senado.
Pessoas próximas ao senador afirmam que ele já via a indicação anterior de Lula como benefício a aliados próximos, e que a ida de Pacheco ao STF seria recompensa natural. O desgaste com o governo Lula é apontado como motivação retórica de Alcolumbre.
A polêmica ganhou contornos após a notícia de atraso na envio de documentos para sabatina, segundo relatos de interlocutores. Alcolumbre chegou a dizer que poderia reagir com uma sessão-relâmpago caso o material não chegasse.
Repercussões internas
Aliados de Alcolumbre afirmam que o Congresso recebeu ofensa de setores do Executivo, o que teria abalado a relação institucional. O episódio é visto como tentativa de demonstrar força política antes da disputa pela reeleição dele à presidência do Senado.
Segundo apurado, o senador questionou rumores de contrapartidas para aprovar Messias, citando possíveis nomes de cargos de segundo escalão, como direção de bancos públicos e agências reguladoras, que teriam sido discutidos nos bastidores.
No plenário, o relator Weverton Rocha provocou Alcolumbre sobre as acusações de manobras, e o presidente do Senado manteve o foco na demora burocrática. Ele ressaltou que não discutiria o mérito do processo naquele momento.
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