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Castro recorre ao TSE para manter candidatura ao Senado

Cláudio Castro recorre ao TSE para reverter inelegibilidade até 2030; decisão pode inviabilizar sua candidatura ao Senado

Cláudio Castro renunciou em março, na véspera do julgamento que o deixou inelegível.
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  • O ex-governador do Rio, Cláudio Castro (PL), abriu recurso no Tribunal Superior Eleitoral para tentar reverter a inelegibilidade até 2030 por abuso de poder político e econômico.
  • O recurso é embargos de declaração; se rejeitados, ele pode levar o caso ao Supremo Tribunal Federal.
  • O processo envolve a contratação de vinte e sete mil seiscentos funcionários temporários pela Ceperj e pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, com gasto de 519 milhões de reais no primeiro semestre de 2022, conforme o Ministério Público.
  • A defesa sustenta irregularidades processuais e afirma que Castro não participou diretamente das contratações, repetindo argumentos já apresentados no julgamento.
  • O ex-deputado Rodrigo Bacellar (União) também recorre; o STF ainda vai decidir sobre a legalidade da renúncia de Castro, que é pré-candidato ao Senado.

O ex-governador do Rio, Cláudio Castro (PL), recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral para tentar reverter a decisão que o deixou inelegível até 2030 por abuso de poder político e econômico. O recurso é embargos de declaração, que questionam detalhes da decisão sem alterar o mérito imediato.

A defesa sustenta que questões processuais não foram devidamente analisadas e aponta irregularidades no tempo de defesa do Ministério Público Eleitoral. Também afirma que Castro não teve participação direta nas contratações de servidores.

No centro do processo estão 27,6 mil contratos temporários na Ceperj e na Uerj, gerando 519 milhões de reais no primeiro semestre de 2022. Funcionários teriam atuado como cabos eleitorais, segundo o MP.

Castro deixou o Palácio Guanabara antes do retorno do julgamento no TSE, para evitar desgaste político. O STF ainda decidirá se a renúncia foi uma manobra irregular, influenciando o cenário de candidatura ao Senado.

Rodrigo Bacellar (União), condenado no mesmo processo, também recorre ao TSE. O ex-governador é pré-candidato ao Senado e aparece como favorito em pesquisas, dependendo do resultado do recurso.

O futuro de Castro depende do sucesso no TSE, e eventual confirmação no STF. Dados recentes do STF indicam clima pouco receptivo ao ex-governador, segundo análises de veículos de imprensa.

Paralelamente, Castro retomou a carreira jurídica, reabrindo um escritório de advocacia nas áreas cível e empresarial, em meio ao cenário político incerto.

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