- O senador Cid Gomes, que está em Lisboa, afirmou que sabia que Jorge Messias não tinha mais do que 35 votos no Senado para ser aprovado ao STF.
- Ele disse que faltou espírito republicano na indicação de Messias pelo presidente Lula e que a escolha foi considerada uma “brincadeira”.
- Cid participou da sessão em que Messias foi rejeitado por 34 votos a 42; segundo ele, a viagem a Portugal já estava marcada e avisou Messias que não votaria nele.
- O senador citou fatores como montagem de palanques nos estados e insatisfação com decisões do governo, afirmando que Rodrigo Pacheco era o nome natural para o STF.
- Ele sustentou que Pacheco teve papel decisivo pela defesa da democracia e que não recebeu o reconhecimento devido, destacando divergências envolvendo PT, Davi Alcolumbre e aliados.
Cid Gomes, senador do PSB do Ceará, está em Lisboa, Portugal, nesta semana. Ele afirma ter avisado que o voto dele não alteraria o placar da aprovação de Jorge Messias para o STF. O parlamentar sustenta que faltou espírito republicano na indicação feita pelo presidente Lula.
Acompanhando a viagem programada, Cid diz que informou Messias em novembro que não votaria a favor dele. Segundo o senador, houve uma percepção de que o nome natural para o STF seria Rodrigo Pacheco, então presidente do Senado, e não apenas um candidato do PT.
Cid afirma que Messias teria menos de 35 votos no Senado para ser aprovado. Ele aponta que a rejeição ocorreu por uma soma de fatores, incluindo insatisfações políticas regionais e a percepção de mudanças no alinhamento entre PT e alas do Senado.
Contexto da rejeição
O senador comenta que a oferta de palanques e a montagem de ações de campanha influenciaram o resultado, que ficou em 34 votos contra 42. A própria percepção de que Pacheco poderia ter sido o candidato representou, segundo ele, um elemento relevante no escrutínio.
Ainda segundo o relato de Cid, Rodrigo Pacheco não era apenas o candidato de um grupo específico, mas visto como um nome nacional para o STF, com papel decisivo na defesa da democracia. O senador sustenta que esse papel não foi devidamente reconhecido pelo PT na conversa sobre a indicação.
Ele reforça que o conjunto de fatores envolve descontentamento de quem é contra o PT em determinados estados, bem como críticas de quem se sentiu excluído pela aliança. A leitura dele é de que a derrota de Messias refletiu tensões políticas mais amplas.
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