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Derrota histórica de Jorge Messias no Senado em oito pontos

Derrota histórica de Messias no Senado encerra articulação de seis meses do Planalto e agrava disputa institucional sobre o STF

O advogado-geral da União, Jorge Messias, recebendo cumprimento do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG)
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  • O Planalto perdeu a tentativa de aprovar Jorge Messias no STF após o plenário do Senado rejeitar o nome, com 42 votos contrários e 34 favoráveis, encerrando uma articulação de seis meses.
  • Messias foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por 16 votos a 11, em sabatina que durou oito horas.
  • A indicação foi anunciada em 20 de novembro; o governo não informou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de forma oficial na época.
  • Houve atrito entre Executivo e Senado, com sessões de sabatina desmarcadas, pedidos de tempo e encontros entre Lula e Alcolumbre para tentar manter o apoio.
  • Messias tornou-se o primeiro indicado ao STF a ser rejeitado pela Casa desde a redemocratização.

A derrota de Jorge Messias para vaga no STF encerrou uma articulação de seis meses entre o Planalto e o Congresso. Na quarta-feira, o Senado rejeitou o indicado pelo presidente Lula, em votação que ficou registrada em 42 votos contra e 34 a favor. Messias foi o primeiro nome do GSI a ter aprovação recusada desde a redemocratização.

A nomeação ocorreu após a saída de Luís Roberto Barroso do STF no ano passado. O governo avaliava Messias como favorito, enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defendia o nome de Rodrigo Pacheco. A tensão entre Executivo e Legislativo se manteve durante o processo.

A roda de conversas começou logo após o anúncio da indicação, em 20 de novembro, sem comunicação formal entre o Planalto e o Senado sobre o envio da mensagem presidencial. O episódio acentuou o atrito entre as casas e o governo.

Contexto da indicação

O Planalto considerava Messias como escolha prioritária para o STF, enquanto Alcolumbre apoiava Pacheco, que também era visto com boa aceitação entre ministros da Corte. O impasse gerou negociações e reuniões para buscar apoio.

A sabatina inicialmente prevista para 10 de dezembro foi suspensa pelo Planalto, que adiou o envio da mensagem ao Senado para evitar rejeição rápida. O presidente da CCJ, Otto Alencar, chegou a cancelar a sessão por falta de formalização.

Messias passou a aumentar o contatos com senadores, em um esforço de obtenção de votos antes da sabatina. Em gabinetes, o candidato realizou visitas e encontros para consolidar apoio entre parlamentares.

Contornos da crise

No fim de dezembro, Alcolumbre reforçou a defesa da prerrogativa do Senado, criticando a demora do Planalto e a pressa na sabatina. Em evento com Lula, o senador ressalvou que algumas falas sugeriam uma disputa entre instituições, o que gerou reações entre aliados.

O Planalto, por sua vez, manteve o argumento de que a resistência era menor e enviou a mensagem ao Senado em 1º de abril. A CCJ marcou a sabatina para 29 de abril, com votação prevista no plenário no mesmo dia.

Messias retomou o diálogo com senadores e manteve contato com o relator Weverton Rocha, que apresentou parecer favorável. Alcolumbre chegou a conversar com Messias dias antes da sabatina para buscar equilíbrio na Casa.

Resultado final

A sabatina teve oito horas de perguntas, com temas sobre aborto, religião, interferência do STF e outros assuntos. Ao final, a CCJ aprovou o nome por 16 votos a 11. No plenário, a derrota foi de 42 a 34, deixando claro o desafio do governo para nomes de alto apelo político.

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