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Especialistas discutem como o humor desafia desinformação online

Fake news como arma política: de Trump a Bolsonaro, desinformação moldou mandatos, desmoralizou a imprensa e alimentou crises

Ruy Castro
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  • A expressão fake news surgiu em 2017, nos noticiários, associada a Donald Trump, então candidato à Presidência dos EUA.
  • Trump usou a estratégia para desmoralizar a imprensa independente e convencer o público a acreditar apenas no que era veiculado por seus canais de apoio.
  • No Brasil, o texto afirma que Jair Bolsonaro dedicou mais de quatro anos ao uso da fake news, incluindo alegações de que não havia corrupção em seu governo, apesar de denúncias e evidências apontadas.
  • O material cita casos listados como rachadinhas, funcionários fantasmas, informações sobre o milionário orçamento que favoreceram o centrão, entre outros episódios de supostos desvios e irregularidades.
  • Segundo o texto, para Bolsonaro tudo era fake news, e as gargalhadas ao proferir a expressão são mencionadas no fim.

O tema fake news ganhou projeção internacional em 2017, quando o então candidato Donald Trump passou a usar o termo para apontar informações da imprensa como falsas. O recurso foi associado a estratégias de desinformação em campanhas políticas.

Segundo analistas, Trump não criou o conceito, mas ajudou a consolidá-lo como ferramenta de comunicação pública. A estratégia incluiu atribuir à mídia independentes erros ou manipulações para deslegitimá-la junto aos apoiadores.

No Brasil, o uso de fake news ganhou força durante o governo de Jair Bolsonaro. O discurso repetiu a linha de descredibilizar veículos de imprensa considerados contrários ao governo, com o objetivo de manter apoio entre eleitores.

Entre as acusações recorrentes houve alegações de corrupção associadas ao governo. Dados controversos também circularam a respeito de gastos públicos, como o que ficou conhecido como orçamento secreto, destinado a obras e ações em troca de suporte político.

Relatos de irregularidades envolveram rachadinhas, funcionários fantasmas e outros desfalques. Investigações apontaram casos que geraram debates sobre transparência e responsabilização de gestores públicos, tanto no Senado quanto no Executivo.

A narrativa de que tudo não passa de fake news foi repetida pelo próprio Bolsonaro em diversas ocasiões, em tom de gargalhada ou de contestação aos relatos da imprensa. Esse ciclo alimentou controvérsias sobre a confiabilidade da comunicação oficial.

Especialistas destacam a importância de checagens independentes, fontes oficiais confiáveis e jornalismo de apuração para inibir a prática de desinformação que possa orientar decisões públicas.

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