- Movimentos de esquerda pressionam o Congresso pelo fim da escala 6×1 e organizam atos de 1º de Maio, com Lula ausente pela segunda vez consecutiva.
- Em São Paulo, ações são descentralizadas, com o ABC Metalúrgico promovendo um ato principal; no Rio, há confirmação de grande ato na Copacabana às 14h.
- O governo quer aprovar antes das eleições o texto que reduz a jornada para quarenta horas semanais sem queda de salário, em confronto com a PEC da escala 4×3.
- A relação com o Congresso ficou ainda mais tensa após o veto à indicação de Jorge Messias ao STF e à derrubada do veto do PL da Dosimetria.
- Pesquisa Datafolha indica que setenta e um por cento da população é favorável ao fim da escala 6×1.
Depois de uma semana de derrotas no Congresso, a esquerda intensifica a pressão para encerrar a escala 6×1 como resposta política e teste de força nas ruas na comemoração do 1º de Maio. O movimento busca ampliar a adesão aos atos, mesmo com sinais de menor alinhamento entre as bases. O objetivo é ampliar o desgaste aos parlamentares que dizem não compactuar com a pauta.
Em São Paulo, frentes alinhadas a Lula articulam ações para pressionar o Congresso pela derrubada da escala 6×1. A pauta inclui ainda a defesa de projetos de redução da jornada de trabalho, com foco em 40 horas semanais, sem redução de salário. As iniciativas chegam após derrotas recentes do governo em votações-chave.
Rio de Janeiro também planeja grande ato às 14h na Praia de Copacabana, uma exceção à dispersão observada desde 2018. A mobilização reúne militantes de esquerda, sindicatos e representantes de movimentos sociais, com discurso de unidade na defesa de pautas trabalhistas.
Contexto político e agenda
No cenário paulista, o foco também envolve a confirmação de candidaturas de peso da esquerda para as eleições deste ano. O governo envia mensagem de responsabilidade fiscal ao discutir a agenda trabalhista, buscando aprovação de medidas antes do pleito. Parlamentares enfrentam dilemas entre manter apoio a Lula e candidaturas próprias.
A ofensiva também ocorre após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF e o veto a propostas ligadas à dosimetria de pena. A soma de derrotas inaugurou uma pressão para que o governo avance rapidamente na agenda da 40 horas, com tramitação acelerada no Congresso. O objetivo é cumprir promessas sem deixar o tema esvaziar nas urnas.
Atores e datas
No ABC, o Sindicato dos Metalúrgicos organiza ato principal a partir das 9h, em São Bernardo do Campo, com discurso e apresentações. Às 16h, ministros e lideranças petistas participam de atividades. Em São Paulo, a Força Sindical promove ato às 8h na Liberdade, com apoio de figuras da esquerda. Às 9h, a praça Roosevelt recebe o movimento VAT em defesa da redução da jornada.
Movimentos de direita montam participação na Paulista, a partir das 11h, em movimento autônomo para defesa de pautas conservadoras. O objetivo é sinalizar diversidade de agendas no 1º de Maio, sem centrar todas as atenções em uma única frente. O evento envolve também figuras públicas com presença midiática prevista.
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