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Esquerda faz campanha para evitar nova derrota de Lula no Congresso

Esquerda intensifica defesa do veto ao PL da Dosimetria para evitar nova derrota do governo no Congresso e frear possível flexibilização penal

Esquerda faz campanha para tentar evitar nova derrota de Lula no Congresso. Na foto, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) (Foto: Kayo Magalhaes/Câmara dos Deputados)
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  • Parlamentares de esquerda intensificaram a defesa do veto de Lula ao PL da Dosimetria para evitar nova derrota do governo no Congresso.
  • No plenário, o deputado Arlindo Chinaglia afirmou que o projeto criaria “benefícios penais generalizados”, abrindo espaço para liberação de criminosos de diversos tipos.
  • A deputada Jandira Feghali afirmou que o PL pode conflitar com leis anteriores, como a Lei Antifacção, e reduzir punições em várias causas.
  • A deputada Maria do Rosário disse que derrubar o veto teria implicações jurídicas e políticas, beneficiando, entre outros, autores de feminicídio e estupro.
  • Em redes sociais, Tabata Amaral e Rogério Correia defenderam a manutenção integral do veto, apontando impactos amplos no sistema penal.

Parlamentares da esquerda intensificaram na quinta-feira (30) a mobilização para manter o veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria. A ofensiva visa evitar nova derrota do governo no Congresso, em meio ao risco de derrubada do veto presidencial. A estratégia se concentrou em discursos no plenário e na atuação nas redes.

No plenário, deputados defenderam que o PL, apresentado após os atos de 8 de janeiro de 2023, poderia impactar a responsabilização de participantes das manifestações. A leitura é de que o texto abriria espaço para benefícios penais generalizados, incluindo crimes graves.

A crítica também recai sobre eventuais conflitos entre o PL e legislações anteriores, como a Lei Antifacção, com a possibilidade de afetar progressão de pena em normas consolidadas. A manutenção do veto integral é apresentada como forma de manter a coerência do sistema penal.

Em defesa da posição, parlamentares destacaram que a derrubada poderia trazer mudanças amplas no regime penal, segundo a leitura de que a proposta flexibilizaria punições para diversos crimes. A ideia é preservar a segregação entre casos diferentes e evitar impactos indevidos.

Nas redes sociais, a deputada Tabata Amaral reforçou o posicionamento pela manutenção do veto, argumentando que a aprovação da dosimetria poderia ampliar efeitos no sistema penal, impactando criminosos de alto impacto. A fala enfatizou riscos a diferentes tipos de réus.

O deputado Rogério Correia também se posicionou contra a derrubada, enfatizando a imoralidade de liberar indivíduos que atentaram contra a democracia, além de citar potenciais impactos para criminosos de grande gravidade. As postagens destacaram preocupações com a segurança jurídica.

Contexto e desdobramentos

  • O veto já havia sido alvo de discussão no parlamento, com interlocutores defendendo até onde as regras penais poderiam ser ajustadas sem comprometer a coerência jurídica.
  • A defesa do veto busca evitar efeitos que, na visão dos parlamentares, poderiam beneficiar criminosos de variados tipos, além de líderes de organizações criminosas.
  • A estratégia política envolve também o alinhamento entre casas do parlamento e partidos aliados ao governo para manter a posição presidencial.

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