- A indicação de Jorge Messias ao STF foi rejeitada pelo Senado, por 42 votos contrários e 34 favoráveis, menos de três horas após a sabatina de oito horas na CCJ.
- O resultado acusa o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, como responsável pela derrota ao governo, com forte desconforto entre lideranças do MDB e do PSD.
- Nos bastidores, houve grande mobilização de negociações, promessas de apoio e trações entre parlamentares para influenciar os votos.
- Messias afirmou que houve alguém responsável pela derrota e que a decisão precisa ser aceita; o Planalto deverá indicar novo nome para a vaga.
- O episódio marca um marco no processo de indicação ao STF, elevando o escrutínio político sobre futuras nomeações e fortalecendo o papel do Senado na avaliação.
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou, nesta quarta-feira, a indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, para o STF. A sabatina durou cerca de oito horas e recebeu elogios do governo pelo tom conciliador. A votação ocorreu no plenário da Casa, ainda durante o dia.
Após a aprovação na CCJ, o clima parecia favorecer a indicação no plenário. O governo contava com apoio de base aliada para ampliar os votos, em especial após contatos com parlamentares. No entanto, a rejeição surpreendeu o Palácio do Planalto.
A avaliação entre lideranças é de que houve desgaste pela necessidade de negociar ao longo de semanas. Messias chegou a percorrer gabinetes de senadores com visitas de assessores e apoio de parte da base governista. A oposição também atuou de forma coordenada.
Rejeição no STF e desfecho
O resultado final ficou em 42 votos contrários e 34 favoráveis, inviabilizando a nomeação. A rejeição marca a primeira derrota de um indicado de Lula no Senado, histórico que contrasta com a expectativa de aprovação no início da sabatina.
Entre os derrotados, a atuação de Davi Alcolumbre (UB-AP), presidente do Senado, é apontada por parte das bancadas como fator decisivo para a tentativa de reverter votos ao governo. O episódio mobilizou também o MDB e o PSD, cujos parlamentares teriam variado entre lealdade e interesse político.
A derrota oficializa a necessidade de o Planalto indicar outro nome para ocupar a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso. Lula deverá apresentar nova indicação ao Senado, que reenquadra as negociações e o equilíbrio entre Executivo e Legislativo.
Messias, sem mencionar diretamente nomes, afirmou que a história não termina e dedicou-se a conversar com autoridades. Com o desfecho, o Senado reforça o papel de avaliar pessoalmente as indicações ao STF e o governo, a ajustar estratégias para futuras propostas.
Entre na conversa da comunidade