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Filha de Clezão diz que dosimetria é acalento, mas continua busca por anistia

Derrubada do veto ao PL da dosimetria é alívio para familiares de presos, mas luta pela anistia e pela anulação de processos continua

Luíza da Cunha, filha de Clezão, afirmou que a mobilização seguirá até a anistia e a anulação dos processos. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
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  • Luíza da Cunha, filha de Clezão, disse que a derrubada do veto ao PL da dosimetria é um alívio, mas a luta pela anistia continua.
  • Clezão morreu em 20 de novembro de 2023, aos 46 anos, após mal súbito no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, durante banho de sol.
  • O projeto foi aprovado no final de 2025 e reduz as penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, mas o veto foi derrubado em parte, mantendo trecho sobre a Lei Antifacção.
  • Luíza disse que a dosimetria surgiu como medida viável no momento, comparando-a a um “acalento” temporário.
  • Ela criticou julgamentos no Supremo Tribunal Federal, afirmou que foram feitos de forma ideológica e que a mobilização pela anistia e pela anulação dos processos continua.

Luíza da Cunha, filha de Clériston Pereira da Cunha, o Clezão, disse nesta quinta-feira (30) que a derrubada do veto ao PL da dosimetria representa um alívio, mas que a luta pela anistia continua. O posicionamento foi feito logo após a votação no Congresso.

Clezão morreu em 20 de novembro de 2023, aos 46 anos, após sofrer mal súbito durante o banho de sol no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde estava preso desde os atos de 8 de janeiro.

Segundo Luíza, a aceitação da dosimetria ocorreu por ser a medida viável no momento, ainda que o objetivo familiar seja a anulação total de processos envolvendo presos. Ela descreveu a dosimetria como um alívio momentâneo.

Ela afirmou que, apesar da derrubada do veto, a mobilização não se encerra e que os familiares pretendem pleitear também a anulação dos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro. A fala ocorreu após a sessão legislativa.

O projeto aprovado no final de 2025 foi vetado integralmente pelo presidente Lula em janeiro deste ano. A proposta diminuía as penas de condenados ligados aos atos de 8 de janeiro e a suposta tentativa de golpe de Estado.

Nesta quinta, parlamentares derrubaram o veto, mantendo parte das regras da Lei Antifaçã. A decisão não altera, entretanto, o trecho que poderia desfazer regras já estabelecidas para casos específicos.

Contexto da decisão sobre dosimetria e o veto

  • A dosimetria visa ajustar penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, com foco em redução de sanções.
  • O STF tem sido alvo de críticas de familiares que entendem que os julgamentos ocorreram de forma ideológica.
  • A família de Clezão enfatiza continuidade da mobilização buscando anistia ampla e revisão de processos.

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