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Fim da escala 6×1 divide protestos do 1º de Maio entre esquerda e direita

Fim da escala 6x1 divide atos do 1º de maio entre esquerda e direita em mais de noventa cidades, com foco na jornada de trabalho e nos direitos dos trabalhadores

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  • O fim da escala 6×1 é o tema central do 1º de Maio, com atos em mais de noventa cidades a partir das nove horas, defendendo redução da jornada sem corte de salário e combate à pejotização.
  • A esquerda faz manifestações em São Paulo desde a manhã, com ações no Palácio do Trabalhador e na praça da República; no ABC, a Festa do Trabalhador ocorre das nove às vinte horas.
  • A direita realiza ato na avenida Paulista a partir das 11h, reunindo cerca de 280 movimentos em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro e à liberdade para Jair Bolsonaro, além de se posicionar contra a continuidade da escala 6×1.
  • A participação de políticos da esquerda inclui Fernando Haddad, Marina Silva, Simone Tebet, Guilherme Boulos e Luiz Marinho; a da direita inclui Marcos Do Val e outras lideranças.
  • No ABC, a expectativa é de cerca de setenta mil pessoas ao longo do dia, com apresentação de atrações, discursos e entrada mediante dois quilos de alimentos.

O fim da escala 6×1 será o tema central das ações do 1º de Maio no Brasil, com manifestações de esquerda e direita em mais de 90 cidades. Centrais sindicais e o Movimento VAT promovem atos a partir das 9h, com pautas como a redução da jornada sem redução de salário e combate à pejotização.

À esquerda, atividades começam pela manhã em São Paulo, com o Sindicato dos Metalúrgicos de SP e Força Sindical na região central. Às 9h, VAT e CSP Conlutas organizam protestos em praças diferentes, na praça da República e na praça Roosevelt. Em SBC, a Festa do Trabalhador segue até as 20h no Paço Municipal.

Apoio político marca a agenda: Haddad, Marina Silva, Simone Tebet, Guilherme Boulos e Luiz Marinho comparecem, com discursos previstos ao longo da manhã. Na capital paulista, o VAT recebe participação de Boulos; em SBC, Haddad, Tebet e Marina aparecem no final da tarde.

No ABC, o evento central reúne cerca de 70 mil pessoas, com shows e manifestações até as 20h. A entrada exige dois quilos de alimentos. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC aposta na retomada do caráter simbólico da data e na participação de 26 sindicatos.

Na Paulista, a UGT organiza a Expo Paulista em homenagem ao Dia do Trabalhador, com a presença de Ronaldo Fraga e 30 painéis ao ar livre, iniciando às 10h. Movimentos de direita promovem atos a partir das 14h, defendendo liberdade de negociação e resistência à queda da escala atual.

Do lado da direita, o ato em Copacabana envolve movimentos conservadores, com foco na candidatura de Flávio Bolsonaro e na defesa de Jair Bolsonaro. O objetivo é protestar contra o fim da escala 6×1 e cobrar maior prioridade a propostas de liberalização econômica.

Líderes sindicais destacam o caráter histórico da mobilização. Sergio Nobre, da CUT, afirma que o 1º de Maio rememora conquistas históricas e aponta para lutas futuras. Miguel Torres, da Força, ressalta a descentralização para aproximar sindicatos de suas bases.

Vereador Rick Azevedo, criador do VAT, acredita em grande adesão popular e vê o 1º de Maio como o maior dos últimos tempos. Ele afirma que a pauta busca pressionar o Congresso pela aprovação da PEC da escala 4×3, com apoio a outras propostas, inclusive as apresentadas pela base governista.

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