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Governo acusa acordão contra Messias e cobra CPMI do Master

Governo acusa acordo entre Centrão e oposição para derrubar Messias no STF e impedir CPMI do Master na votação da Dosimetria

Assim como Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias (PT-RJ) também reforçou a cobrança pela instalação da CPMI - (crédito: Gil Ferreira/SRI-PR)
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  • O governo acusa um acordão entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, Centrão e oposição para derrotar a indicação de Jorge Messias ao STF.
  • A denúncia ocorreu durante a sessão que vota o veto presidencial ao projeto da Dosimetria, com a promessa de derrubar o veto e impedir a criação da CPMI do Master.
  • Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou que a sessão coroa um acordo para derrotar Messias e pediu a instalação da CPMI do Master.
  • A oposição, por sua vez, sinalizou que deixaria de pressionar a CPMI em troca de apoio para derrubar o veto ao PL da Dosimetria, que beneficia condenado pela tentativa de golpe e ataques de 8 de janeiro.
  • Parlamentares como Lindbergh Farias (PT-RJ), Rogério Correia (PT-MG) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ) criticaram o acordo e cobraram a CPMI.

O governo e parlamentares da base denunciaram nesta quinta-feira (30/4) um suposto acordo para derrotar a indicação de Jorge Messias ao STF. Segundo as lideranças, o entendimento envolveria o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, integrantes do centrão e da oposição, visando articular a derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria. O objetivo seria também evitar a instalação da CPMI do Master.

A denúncia foi feita durante a sessão de votação do veto ao PL da Dosimetria, quando os parlamentares afirmaram que o acordo seria para impedir a nomeação de Messias e impedir a CPMI. O governo sustenta que a articulação beneficiaria antigos aliados e manteria proteções a gestores e figuras associadas a agendas críticas.

Segundo a leitura de aliados, o acordo teria como contrapartida a interrupção de novas diligências sobre o caso Master e a blindagem a investigações ligadas ao período anterior. A oposição teria ficado de acordo em não pressionar pela CPMI, conforme os relatos de parlamentares da base.

Parlamentares de oposição negaram ter atuado para fragilizar Messias, mas admitiram que há críticas à condução do processo. Algumas lideranças cobraram a instauração de investigações, defendendo a CPMI como instrumento de apuração de irregularidades. Ainda segundo relatos, a oposição sinalizaria disposição de abrir mão da CPMI em troca de other compromissos.

A deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou, em discurso, que a sessão coroou o que chamou de acordo para derrotar a indicação de Messias ao STF. Outro parlamentar também pressionou pela CPMI, ligada ao caso Master. A fala ocorreu em meio a críticas a decisões do governo e do Congresso.

Acordo com a oposição

Conforme apurado, a oposição caminharia para abandonar a pressão pela CPMI do Master, preservando interesses de alguns setores ligados a agentes financeiros e a bancos de atuação recente. Publicamente, Alcolumbre negou ter articulado contra Messias, mantendo a versão de independência.

Parlamentares citados na denúncia associaram o episódio a conflitos entre o governo federal e o Congresso, destacando temas como anistia e investigações da Polícia Federal. Grupos próximos a aliados de Jair Bolsonaro também teriam interesse em evitar novas investigações.

Reações no Congresso

Além de Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias (PT-RJ), outros parlamentares criticaram o que chamaram de conluio. Rogério Correia (PT-MG) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ) reforçaram a necessidade de apurar as ações que teriam impactado o processo de indicação de Messias.

As informações apontam que o episódio envolve interesses entre governo, centrão e oposição, com desdobramentos sobre o veto à Dosimetria e a CPMI do Master. Não houve confirmação oficial dos acordos entre as partes.

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