- Após a derrota na rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF, o governo se divide sobre a reação política.
- Um grupo defende a reaproximação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para viabilizar o fim da escala 6×1 e manter a governabilidade até o fim do mandato.
- Outro setor avalia que Alcolumbre “explodiu as pontes” com o governo e defende uma postura mais firme, com a orientação de ir para cima.
- A estratégia de endurecimento envolve retirar cargos de Alcolumbre no governo, no primeiro e segundo escalões, e romper tratativas eleitorais no Amapá.
A base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva ficou dividida após a rejeição da indicação de Jorge Messias para o STF na quarta-feira, 29. O resultado ocorreu no Senado Federal e representa uma derrota política para o núcleo do Planalto.
Um grupo defende a aproximação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para viabilizar o fim da escala 6×1 e manter a governabilidade até o término do mandato. A estratégia busca manter articulações entre Executivo e Legislativo.
Outra ala avalia que o senador rompeu as tratativas com o governo. A orientação, segundo fontes, é assumir situação mais firme, incluindo a retirada de cargos de Alcolumbre no primeiro e no segundo escalão.
Divisão interna e próximos passos
Fontes do Palácio do Planalto descrevem a tensão como uma fissura entre continuidade de diálogo e contundência institucional. O objetivo divulgado é preservar a agenda de apreciação de propostas até o fim do governo.
A discussão inclui também a relação com o Amapá, onde havia diálogo para frear o avanço de apoiadores do bolsonarismo. As próximas semanas devem esclarecer se haverá reajuste na condução das tratativas institucionais.
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