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Governo Lula avalia retaliação a Alcolumbre e clima de traição com PSB

Governo avalia retaliações a aliados após rejeição de Messias, com pente-fino em cargos de MDB, PSD e União Brasil para recompor base no Congresso

Na imagem, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a cerimônia de posse do novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães
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  • Aliados de Lula iniciaram um pente-fino para identificar traições que levaram à rejeição de Jorge Messias no Senado, incluindo defecções no PSB.
  • A derrota ocorreu na quarta-feira (29 abr 2026) em meio a ofensiva da oposição liderada pelo senador Flávio Bolsonaro, e é vista como indicativo das disputas de 2026.
  • O governo foca em cargos ocupados por indicados de Davi Alcolumbre, com avaliação de que MDB e PSD tiveram defecções relevantes na Esplanada.
  • A maior parte do União Brasil votou contra Messias, o que levou aliados a classificar o desempenho do partido como “horrível” e a defender condicionamento de espaços na pasta a votos no Congresso.
  • O governo prepara reunião com o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, indicado pelo União Brasil, enquanto debate pautas como o aborto e o parecer da AGU sobre resolução do CFM.

O governo Lula acionou um pente-fino para identificar as supostas traições que levaram à rejeição de Jorge Messias no Senado, na quarta-feira. A ação envolve aliados do PT e atinge, entre outros, membros do MDB, PSD e União Brasil. O objetivo é mapear votos e influências na Casa.

A derrota de Messias ocorreu em meio a um cenário de mobilização da oposição, liderada pelo senador Flávio Bolsonaro. O parlamentar classificou o resultado como o fim da governabilidade do que ele chamou de Lula 3. O episódio elevou a temperatura das articulações para 2026.

O governo sinaliza que pode optar pelo diálogo antes de eventuais retaliações. Mesmo assim, o revés é visto como indicativo das disputas que devem dominar o cenário político neste ano, com impactos na formação da base de apoio.

Articulações

Indícios apontam que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, busca manter-se como peça central na eleição de 2027. A leitura interna é de que ele não deve pautar novas sabatinas neste ano, para não comprometer a mobilização da base governista.

O governo pretende reorganizar a base de apoio e mapear cargos de influência na Casa. Fontes próximas consideram que apenas o PT entregou o volume total de votos esperado e que o PSB, com dissidências, acende alerta para a coesão da articulação.

Indicações e espaços na Esplanada

Partidos da base ocupam cargos relevantes na Esplanada. O MDB atua em áreas como Cidades, com Renan Filho na vaga de membro titular da CCJ. O PSD mantém pastas importantes, como Agricultura, sob Carlos Fávaro, entre outros.

O União Brasil recebe peso relevante em ministérios, com críticas internas a desempenho do partido na articulação. Delegações defendem que a ocupação de ministérios dependa de entregas de votos no Congresso.

Aguarda-se a reunião marcada para esta quinta-feira entre o presidente Lula e o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano. A indicação do União Brasil tem respaldo de Alcolumbre e de Hugo Motta, conforme apuração local.

Contexto da sabatina

Durante a sabatina na CCJ, parlamentares da oposição e da base questionaram Messias sobre parecer da AGU de 2024. O documento contesta resolução do CFM que proibia aborto legal após 22 semanas, alegando impacto no acesso em casos de estupro.

A AGU sustenta que a resolução dificulta o acesso ao aborto legal e que não cabe ao CFM impor prazo a um procedimento previsto em lei. O tema inflamou parte das bancadas e influenciou a leitura de votos.

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