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Homem acusado na tentativa de assassinato de Trump permanece detido

Cole Tomas Allen permanece detido após defesa aceitar manter a detenção, diante de acusações de assassinato e posse de arma no ataque ao jantar da Casa Branca

Law enforcement personnel detain Cole Tomas Allen, a suspect in the shooting incident at the White House Correspondents' Association dinner, in Washington, D.C., U.S. April 25, 2026.
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  • Cole Tomas Allen, de 31 anos, ficará detido por tempo indeterminado após a defesa abrir mão de contestar a detenção em audiência realizada em 30 de abril.
  • O Ministério Público acusa Allen de tentativa de assassinato e posse de arma, após supostamente atacar o jantar da White House Correspondents’ Association, em um hotel em Washington, no dia 25 de abril.
  • Segundo a Justiça, Allen tirou uma foto dele próprio antes do ataque e carregava instrumentos como faca, alicate e cortadores de arame, encontrados pela polícia.
  • A promotoria disse ter identificado que Allen enviou mensagens a familiares e ex-chefe minutos antes do ataque, afirmando que oficiais da administração eram alvos, com prioridade aos de maior escalão.
  • A defesa contesta a detenção sem fiança e argumenta que Allen não possui antecedentes criminais, tem forte apoio familiar e educação qualificada, além de exigir visitas legais confidenciais, que foram violadas na prisão, conforme alegação apresentada.

O homem que enfrenta acusações de tentativa de assassinato contra o presidente dos EUA permanecerá detido nas próximas semanas. Cole Tomas Allen, de 31 anos, foi detido em Washington, DC, após o ataque ocorrido durante o jantar da White House Correspondents’ Association, realizado no Hilton da capital em 25 de abril. A defesa abriu mão de contestar a manutenção da prisão durante audiência realizada em 30 de abril, mantendo o foco na preparação do processo.

Segundo o Departamento de Justiça, não há condições de fiança que assegurem a segurança de terceiros caso Allen seja liberado. Os promotores afirmam que o objetivo do ataque era atinguir autoridades governamentais de alto escalão, com evidências que incluem uma foto dele mesmo tomada antes do ato e objetos encontrados na investigação.

A defesa argumentou, em filings, que Allen não possui histórico criminal prévio, tem formação acadêmica relevante e conta com uma rede de apoio que poderia garantir o cumprimento de eventuais condições de liberdade. O grupo também destacou que ele mantinha vínculo com uma igreja local e recebia suporte de familiares e amigos.

Pedido de Liberty

A defesa ressaltou ainda que Allen estava empregado como tutor no estado da Califórnia e que pode permanecer sob supervisão adequada, com medidas de monitoramento da conduta. Os advogados destacaram que a ausência de antecedentes criminais reforça a possibilidade de cumprimento das condições.

Condições de detenção na prisão

As questões sobre o tratamento do réu na instituição carcerária também foram tratadas na pauta. Em filing de 29 de abril, a defesa descreveu violação de visitas legais confidenciais ao exigir que Allen se comunicasse com os seus advogados em um espaço público, com câmeras e interlocutores próximos. O tribunal ordenou, então, que a prisão permita visitas legais com contato direto e sem restrições durante o andamento do processo.

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