- O plenário do Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF por 42 votos a 34, sendo a primeira rejeição a um indicado pelo presidente da República em 132 anos.
- Lula já havia indicado três nomes ao STF e um para a PGR; porém, o apoio aos indicados vem caindo ao longo dos três anos de governo.
- O governo teve menor apoio ao indicar Messias em comparação a Cristiano Zanin (58 votos, 70% a mais que Messias) e Flávio Dino (47 votos).
- Especialistas apontam fator da minoria governista no Congresso e insatisfação popular com a econômica como razões para a derrota, além de falhas de articulação política interna.
- Houve debate sobre a politização do STF e a proximidade de Messias com o PT, com ideia de que uma indicação menos ligada ao governo poderia ter tido resultado diferente.
Na noite de quarta-feira, o plenário do Senado rejeitou, pela primeira vez em 132 anos, a indicação de um presidente da República para o STF. Jorge Messias recebeu 34 votos a favor e 42 contrários, ficando fora da vaga.
Desde 2023, Lula já indicou três nomes ao STF e um para a PGR, mas a aprovação tem diminuído no Senado. A sabatina passa pela CCJ e precisa de 41 votos no plenário para ser confirmada.
O primeiro indicado foi Cristiano Zanin, que teve 58 votos no plenário, 70% a mais que Messias. Em seguida, Flávio Dino alcançou 47 votos, cerca de 11 a menos que Zanin, sinalizando queda de apoio ao governo.
Para o cargo de procurador-geral da República, Paulo Gonet recebeu 65 votos em 2023, mas 45 em novembro de 2025, revelando um recuo de apoio em período mais curto. A mudança ocorre em meio a críticas à articulação política governista.
Especialistas apontam que a maioria no Congresso é fragilizada pela composição setorial e pela insatisfação com a gestão pública. A presença de governistas no Legislativo é inferior ao necessário para sustentar indicações de Lula.
Entre as leituras, destacam-se a perda de capital político do governo e a dificuldade de articular apoio, além de uma percepção de que o STF se tornou alvo de disputas políticas. A oposição pressiona a queda de confiança no governo.
Para analistas, a rejeição de Messias ressalta a promoção de nomes ligados ao PT, o que aumenta a politização da indicação. Em meio a tensões com o presidente do Senado, a votação evidencia falhas de comunicação e estratégia.
A avaliação aponta que a articulação fraca impediu acordos que poderiam ter reduzido a resistência ao indicado. A oposição vê no STF um campo de disputa maior do que antes, com consequências políticas amplas.
Fontes próximas ao Planalto afirmam que a Corte estaria sob pressão da oposição, que utiliza a recusa para sinalizar resistência ao ritmo de ampliação do papel político da instituição. A indicação seguinte ainda não tem data definida.
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