- A Justiça de São Paulo anulou a condenação do policial militar Vinicius de Lima Britto, 24, por homicídio culposo e determinou um novo julgamento.
- O caso envolve a morte de Gabriel Renan da Silva Soares, 26, com 11 tiros dentro de um Oxxo na avenida Cupecê, zona sul de São Paulo, em 3 de novembro de 2024, após furto de itens de limpeza.
- Os desembargadores entenderam que a sentença não refletiu as provas, incluindo imagens de câmeras de segurança, e que houve erro ao enquadrar o crime como culposo.
- A Justiça determinou que o estado de São Paulo pague indenização de R$ 200 mil à família da vítima, destacando responsabilidade do Estado mesmo com o PM em folga.
- Os autos serão remetidos à vara de origem para o agendamento de um novo júri, conforme o Tribunal de Justiça de São Paulo; o Ministério Público pediu o novo julgamento para eventual homicídio doloso.
A Justiça de São Paulo anulou a condenação do policial militar Vinicius de Lima Britto, 24, por homicídio culposo e determinou a realização de novo júri. A decisão, publicada em 23 de abril, acolhe pedido do Ministério Público para reavaliação daquilo que houve no caso. O policial foi condenado a 2 anos, 1 mês e 27 dias de detenção em regime semiaberto, perda do cargo e indenização à família da vítima.
Gabriel Renan da Silva Soares, 26, foi morto com 11 tiros em uma unidade do Oxxo na avenida Cupecê, zona sul de SP, em 3 de novembro de 2024, após ter furtado produtos de limpeza. Imagens de câmeras de segurança compõem parte das provas consideradas na decisão.
Anulação e novas informações
Desembargadores entenderam que a sentença contrariou as provas, incluindo imagens de monitoramento, e que o crime pode ter ocorrido na modalidade dolosa. O Ministério Público pediu o novo julgamento para apurar com mais precisão a natureza do disparo.
A defesa de Vinicius acompanha a tramitação e aguarda o novo julgamento, que deve ser marcado pela vara de origem. Os autos retornarão ao juízo competente para esse procedimento, conforme determinou o TJ-SP. A indenização de R$ 200 mil permanece sob análise em parte do processo.
Indenização e posição institucional
A família de Gabriel pleiteou R$ 300 mil em indenização e pensão mensal, questionando a atuação do policial, que atuava fora de serviço. O estado discorda da cobrança, afirmando que a conduta foi pessoal e o policial agiu fora de função.
O juiz responsável pela ação civil manteve a argumentação de que o estado pode ser responsabilizado pelos atos de agentes públicos, mesmo fora de serviço, quando usam a autoridade ou instrumentos fornecidos pelo cargo. Não houve confirmação de desconto de pensão aos pais.
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