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Lideranças evangélicas reagem à rejeição de Jorge Messias ao STF

Rejeição de Messias ao STF provoca reação majoritária de lideranças evangélicas, destacando independência do Senado e fragilidade política do governo Lula

Jorge Messias chora após ter seu nome rejeitado para o STF pelo plenário do Senado
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  • O Senado rejeitou o indicato de Lula ao STF, Jorge Messias, com 42 votos contrários e 34 a favor, sendo necessários 41 para a aprovação.
  • O ministro André Mendonça, já ministro do STF, informou pelas redes sociais que respeita a decisão, mas afirmou que o Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro.
  • Parlamentares evangélicos que apoiaram Messias antes da sabatina não se manifestaram após a derrota; opositores comentaram o resultado nas redes.
  • O presidente da Frente Parlamentar Evangélica, Carlos Viana, chamou a rejeição de “vitória do Brasil” e destacou um clima de celebração no Senado.
  • Damares Alves afirmou que o resultado não diz respeito ao candidato, e sim aos Poderes, cobrando revisão do sistema de indicação de ministros para o STF.

Em uma decisão inédito em 132 anos, o Senado rejeitou nesta quarta-feira (29/4) a indicação de Jorge Messias para o STF. A votação terminou 42 votos contra e 34 a favor, abaixo dos 41 necessários para a confirmação. O indicado é o atual advogado-geral da União, nomeado por Lula, que se descreveu como servo de Deus, mas não teve apoio suficiente entre o plenário.

A rejeição ocorreu mesmo com apoio de lideranças evangélicas fora do eixo político. O apoio mais próximo veio de figuras religiosas que já se posicionavam pela indicação, como apóstolos e líderes de igrejas, mas não houve adesão suficiente entre os senadores religiosos para assegurar a vitória de Messias.

Em entrevista e sabatinas no Senado, Messias defendeu a laicidade do Estado e destacou que o STF não deve sustentar ativismo. Também se posicionou contrariamente ao aborto em termos legais, porém afirmou acreditar na legalidade das situações previstas pela Constituição e pela jurisprudência da Corte.

A votação no plenário reuniu reações divergentes entre evangélicos no Congresso. O presidente da Frente Parlamentar Evangélica, Carlos Viana, classificou a rejeição como uma vitória do Brasil e ressaltou que a Casa rejeitou um nome indicado pela presidência pela primeira vez na história recente. Já a vice-líder Damares Alves disse que o resultado expõe a dificuldade de articulação política do governo.

Entre as lideranças evangélicas, a posição pública variou. Silas Malafaia criticou Messias de forma veemente, chamando-o de opositor à linha defendida pelo líder, e sugeriu que o Brasil não teve o ministro indicado. Os apóstolos Estevam Hernandes e César Augusto, que apoiavam a indicação, não se manifestaram sobre a derrota até o momento.

No plenário, parlamentares evangélicos que apoiaram Messias antes da sabatina ainda não se pronunciaram após o placar. Por outro lado, opositores à indicação celebraram o resultado nas redes sociais, destacando a independência do Senado frente à indicação presidencial.

Messias foi o terceiro indicado por Lula ao STF durante seu mandato, que hoje é composto por nomes indicados por diferentes governos. A derrota do indicado ocorre em um momento de baixa popularidade do presidente e no contexto de eleições presidenciais previstas para outubro.

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