- Lindbergh Farias, deputado federal pelo Rio de Janeiro, comentou a rejeição do Senado à indicação de Jorge Messias ao STF.
- O petista afirma que há um “acordo da impunidade” entre bolsonarismo e Centrão, com o objetivo de derrubar o veto do PL da Dosimetria.
- Segundo ele, a primeira etapa do acordo foi a eliminação de Messias no Senado, e a segunda envolve contornar o veto de Lula ao PL da Dosimetria para beneficiar Bolsonaro e militares.
- A votação sobre o veto ao PL da Dosimetria estava marcada para esta quinta-feira, 30 de abril, conforme o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre.
- Lindbergh sustenta que, ao abrir brechas, o acordo pode favorecer integrantes de organizações criminosas e facilitar impunidade, ao mesmo tempo em que questiona se o Congresso está escolhendo democracia ou “vale-tudo”.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou, nesta quinta-feira (30/4), que a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF representa o início de um acordo entre bolsonarismo e Centrão para promover impunidade. Segundo ele, a manobra visa derrubar o veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria.
Farias sustenta que a primeira etapa do acordo foi a retirada de Messias do Senado. Ele afirmou, em publicação no X, que a aliança entre bolsonarismo e Centrão avançará para a segunda fase, com objetivo de neutralizar ações da cúpula política e reduzir penalidades associadas a investigações.
O deputado afirmou ainda que, na prática, o PL da Dosimetria seria utilizado para livrar Jair Bolsonaro e militares envolvidos em uma suposta trama golpista. A votação sobre o veto presidencial ao PL ocorreu na sessão marcada para hoje no Congresso, conforme agenda oficial.
Contexto e desdobramentos
Lindbergh destaca que o objetivo do movimento é fragilizar o atual veto e permitir leituras mais brandas para determinadas lideranças. Segundo ele, a manobra é apresentada como justiça humanitária, mas, na visão dele, representa proteção a integrantes de organização criminosa.
O petista alerta que o efeito dessas ações pode abrir brechas legais para diversos atores, incluindo lideranças de facções criminosas. A avaliação dele é de que o Congresso decidirá, no curto prazo, entre manter a democracia ou permitir um cenário de impunidade.
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