- Lula relatou a ministros que está decepcionado com o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e com o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) por suposta participação na operação que resultou na derrota de Jorge Messias no Senado.
- No jantar no Palácio da Alvorada, o presidente recebeu a notícia de que a sabatina de Messias foi rejeitada pelo Senado, a maior derrota do governo em cento e trinta e dois anos.
- O ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, chorou durante o desabafo e foi consolado por Lula.
- Lula disse que Moraes era aliado na Corte desde oito de janeiro de dois mil e vinte e três; Moraes nega ter atuado para derrotar Messias.
- Sobre Pacheco, Lula vê movimento de vingança por ter preterido o senador na escolha para a Corte; o ex-presidente do Senado nega traição e afirma ter almoçado com Messias na véspera da sabatina, na presença do vice-presidente Geraldo Alckmin.
Em jantar no Palácio da Alvorada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva relatou a ministros que está decepcionado com Alexandre de Moraes, do STF, e com Rodrigo Pacheco, do Senado. A decepção estaria ligada à operação que levou à derrota de Messias.
A reação ocorreu horas após a rejeição da sabatina de Jorge Messias pela maioria do Senado, em votação que não tinha registro de derrota semelhante nos últimos 132 anos.
Participaram do encontro ministros, o secretário José Guimarães e o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, além do líder do governo no Senado, Jaques Wagner.
Contexto da licitação de indicação ao STF
Lula considerava Moraes um aliado na Corte desde 2023, ano em que o magistrado se tornou alvo entre bolsonaristas. Moraes nega ter atuado para impedir Messias, segundo apuração de bastidores.
Pacheco, por sua vez, é apontado por aliados do governo como parte de um movimento de retaliação após ter preterido o senador na escolha para a Corte. O ex-presidente do Senado sustenta que não houve traição e lembra encontro com Messias na véspera da sabatina.
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