- Planalto mantém silêncio sobre a rejeição de Messias no Senado; não há previsão de pronunciamento de Lula, ainda que possa falar em evento no Planalto à tarde.
- Fernando Haddad diz que derrota tem gosto amargo e que Messias seria eleito para ajudar no combate à corrupção no Supremo.
- Messias recebeu 42 votos contra 34 a favor, em votação secreta após sabatina na Comissão de Constituição e Justiça.
- Reações políticas: André Mendonça lamenta a decisão; Flávio Bolsonaro celebra como vitória; Sergio Moro também comenta a sugestão de independência do STF.
- Caso marca revisão histórica: é a primeira rejeição de um indicado presidencial ao STF em 132 anos, ressaltando impactos para a imagem institucional e combate à corrupção.
O Planalto permanece em silêncio após a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, à vaga no STF pelo Senado. A votação ocorreu após sabatina na CCJ e terminou com 42 votos contrários e 34 a favor. A decisão marca ausência de indicados pelo presidente Lula para a Corte.
Lula não se pronunciou até o fechamento desta edição, nem mesmo pelas redes sociais. A BBC News Brasil apurou que pode haver manifestação em evento público no Planalto à tarde, com anúncio de crédito para caminhões e ônibus, mas não há confirmação de fala sobre o tema.
O ex-ministro Fernando Haddad afirmou, nesta quinta, que a derrota tem gosto amargo. Ele destacou o papel de Messias no combate à corrupção, citando casos recentes como Banco Master e INSS, ressaltando prontidão da AGU para apoiar ministérios.
Haddad classificou o resultado como incompreensível e afirmou que o Brasil perde um possível ministro do STF. O comentário ocorreu em entrevista ao portal Metrópoles, em tom de avaliação sobre o impacto institucional.
Entre apoiadores de Messias, o ministro André Mendonça publicou mensagem no X lamentando a decisão. Mendonça ressaltou que Messias preenche requisitos constitucionais para o STF e lembrou que o cargo exige compromisso com a Constituição.
Comentários de opositores também chegaram a reforçar a leitura de derrota institucional. Senadores como Flávio Bolsonaro celebraram a rejeição, alegando que o país evita a politização da Justiça. Sergio Moro também opinou, defendendo um STF independente.
Para Haddad, não há vitoriosos no episódio. Ele afirmou que a decisão enfraquece a Presidência da República e o combate à corrupção, lembrando que houve episódios recentes de derrota parlamentar para o governo.
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