- Lula planeja nova indicação ao STF após a derrota histórica do indicado original, conforme Reuters.
- O Senado rejeitou o nome escolhido pelo presidente, marcando a primeira rejeição de um indicado ao STF na história em 132 anos.
- A oposição defende adiar a decisão até depois das eleições, para refletir a vontade das urnas.
- O Planalto avalia indicar uma mulher para preencher a vaga, em forma de resposta política ao impasse.
- Se nenhum ministro for aprovado neste ano, o presidente eleito poderá nomear até quatro membros; o STF tem onze ministros, sendo dois indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja fazer uma nova indicação ao Senado para ocupar a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) após a rejeição histórica da sua indicação anterior. A avaliação foi feita a pedido de fontes próximas ao governo, citadas pela Reuters. O episódio ocorreu na quarta-feira, 30, em meio à tensão política com o avanço das eleições.
Lula enfrenta pressão da oposição para adiar a escolha até o resultado das eleições de outubro. A oposição sustenta que o Congresso deveria esperar o vencedor das urnas para apresentar o novo indicado. A controvérsia ocorre em um cenário de proximidade do pleito e de reequilíbrio no STF.
Segundo pessoas próximas ao presidente, a ideia é indicar alguém com perfil de indicação feminina, para tornar a rejeição mais complexa politicamente. O STF, hoje, tem 11 ministros, sendo apenas uma mulher. A aposta é tornar a decisão mais durável politicamente, reduzindo o espaço para recuos.
Indicação de uma mulher
A decisão de buscar uma vaga com uma mulher foi recebida como estratégia para ampliar legitimidade junto ao Congresso. A escolha busca ampliar a diversidade de gênero no tribunal, com foco em ampliar a representatividade.
Alguns integrantes do entorno de Lula acreditam que uma nomeação feminina pode aumentar o escrutínio do Senado, dificultando a rejeição. O ministro indicado permanece sujeito à avaliação do Senado, que pode aprovar ou rejeitar a nomeação.
Contexto político
O governo já nomeou o advogado-geral da União para o STF, além de um aliado próximo ao presidente. Conservadores criticam a conveniência de ampliar o grupo de aliados no tribunal. A decisão sobre o nome e o momento permanece sob duty exclusivo do presidente.
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