- Messias recebeu 34 votos contra, 7 a menos que os 41 necessários para aprovação, surpreendendo a oposição.
- A votação ocorreu no Senado, onde a Casa discutia impactos da rejeição de Messias para o STF; ele acompanhou a sessão em um gabinete e celebrou a derrota assistindo à TV.
- A oposição articulou unidade entre mais de trinta senadores e terminou com votação acima do esperado, chegando a 42 votos contra.
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que a matéria seria encaminhada ao arquivo; governistas sinalizaram que a derrota também reflete o processo eleitoral que se aproxima.
- Messias agradeceu os votos recebidos, comentou a “desconstrução” de sua imagem durante meses e afirmou, sem citar nomes, que houve responsável pela campanha contra ele.
O indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao STF, Jorge Messias, foi derrotado na dosimetria dos votos do Senado. A votação mostrou 34 votos contra e 7 a favor da indicação, abaixo dos 41 votos necessários para aprovação.
Messias acompanhou a votação em um gabinete no Senado. Ao tomar conhecimento da derrota pela televisão, ele demonstrou emoção ao abraçar a esposa. Em entrevista coletiva posterior, o advogado-geral da União reconheceu a derrota e disse que houve alguém responsável pelo resultado.
Antes da abertura do painel, o líder do governo no Senado, Jacques Wagner, questionou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, sobre a previsão de votação. Alcolumbre estimou que perderia por oito votos.
Reação e desdobramentos
A derrota surpreendeu até a oposição, que coordenou nos últimos 15 dias uma operação para impedir Messias. A articulação final ocorreu na manhã de terça-feira, 28, quando mais de 30 senadores participaram de uma reunião de unidade do bloco para votar contra o indicado.
A oposição avaliou que a derrota teria forte significado político, sinalizando maior protagonismo do Senado. O vice-líder do governo, Otto Alencar, afirmou que não seria adequado apontar culpados ou fazer rótulos sobre votos de colegas.
Líderes governistas admitem que a reta final da corrida eleitoral de outubro pode ter influenciado escolhas de voto. No plenário, Alcolumbre permaneceu em silêncio diante de cobranças, respondendo apenas que não comentaria conversas ou encontros.
A avaliação interna de aliados de Lula aponta que a votação reforça o compromisso do Senado com freios e contrapesos, independentemente de adesões ideológicas, mantendo o equilíbrio institucional diante de indicados ao STF.
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