- O advogado-geral da União, Jorge Messias (AGU), teve a indicação para ministro do Supremo Tribunal Federal derrubada pelo Senado, não sendo confirmada.
- Messias sinalizou que seu ciclo no governo pode terminar e avalia deixar a AGU; a licença dele, tirada para a campanha, termina na segunda-feira, 4.
- O presidente Lula disse que Messias é um quadro importante e pode ter posição de maior prestígio no governo, mas não detalhou mudanças imediatas.
- A derrota é atribuída por aliados à articulação capitaneada pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, junto ao Centrão, com apontamentos sobre influência de Alexandre de Moraes e erros na condução da pauta.
- Horas antes da votação, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, disse a Lula que, apesar de apertada, a aprovação de Messias estava garantida.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, não teve a indicação ao STF confirmada pelo Senado e sinalizou que pode sair do governo. A derrota frustrou sua pretensão de ocupar uma vaga no Supremo.
Pessoas próximas relatam que Messias afirmou que seu ciclo no governo está no fim e indicou possível saída da AGU. Ele tinha tirado férias para se dedicar à campanha e a licença vence na próxima segunda-feira, dia 4.
Interlocutores do gabinete de Lula dizem que o presidente conversou com Messias sobre o futuro, orientando o ministro a descansar o cabeça no fim de semana para evitar decisões precipitadas.
O governo vê Messias como figura relevante e acredita que pode haver maior projeção para ele no mandato, sem detalhar se mudanças ocorrerão já ou apenas no eventual quarto mandato.
Nos bastidores, aliados atribuem a derrota a uma articulação liderada pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, com lideranças do Centrão. A atuação de Moraes também é citada como influente.
Horas antes da votação em plenário, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, reuniu-se com Lula e informou que, apesar da dificuldade, a aprovação de Messias poderia ter ocorrido, dependendo da condução no Congresso.
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