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Messias posta versículo sobre não temer inimigos após rejeição no Senado

Após rejeição pelo Senado, com quarenta e dois votos contrários, Messias publica versículo bíblico; derrota histórica para o governo e acende disputa entre poderes

Jorge Messias fala no Senado após a reprovação de seu nome para o cargo de ministro do STF
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  • O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF, com 42 votos contrários e 34 favoráveis; eram necessários 41 votos para aprovar.
  • Messiás publicou nas redes sociais um versículo bíblico em resposta à derrota, citando Salmos 3:5-6.
  • A sabatina ocorreu em meio a disputas entre o Palácio do Planalto e o Congresso, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, à frente da oposição à nomeação.
  • Aliados do governo apontaram dissidência no MDB e no PSD, além de comentários sobre suposto conluio para impedir a nomeação.
  • Messias afirmou que a decisão do Senado é soberana, que não é simples passar por rejeição e que precisa aceitar o resultado.

O Senado rejeitou nesta quinta-feira a indicação de Jorge Messias ao STF. A votação terminou com 34 votos a favor e 42 contrários, abaixo dos 41 necessários para aprovação. Messias atuava como advogado-geral da União e já havia passado pela sabatina.

O anúncio da rejeição ocorreu um dia após o aval negativo de maioria de senadores. Messias publicou nas redes sociais um versículo bíblico que fala em não temer inimigos, dizendo ter recebido a proteção divina diante da derrota.

A votação, liderada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi marcada por grande tensão política. A medida representou derrota para o Palácio do Planalto e para o presidente Lula, em um momento de acirramento entre Executivo e Legislativo.

Segundo apuração, a derrota teve desdobramentos internos no governo. Aliados identificaram dissidências no MDB e no PSD, além de apontarem tentativa de articular a nomeação com apoio de líderes do Senado.

Houve ainda relatos de envolvimento de parlamentares de outras legendas e de membros do STF, em tom de alegação de conluio para impedir a nomeação de Messias. Tais informações são objeto de avaliação interna pelos partidos aliantados.

Após a votação, Messias disse que a soberania do Senado precisa ser aceita e reconhecida. Em tom contido, ressaltou que a vida dele continua na dedicação ao serviço público e que cumpriu seu propósito.

A visita aos corredores do Palácio do Planalto ocorreu logo após o resultado. A percepção entre aliados é de que a derrota pode redefinir alianças para as eleições deste ano e acentuar tensões entre Executivo e Legislativo.

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