- Michelle Bolsonaro comentou a rejeição, feita pelo Senado, da indicação de Jorge Messias ao STF, dizendo que “a Justiça de Deus foi feita”.
- O Senado rejeitou Messias por 42 votos a 34, em derrota histórica para o governo.
- A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça terminou com 16 votos favoráveis e 11 contrários à indicação.
- A formalização da indicação ocorreu somente em abril, após o Planalto adiar o envio, gerando tensões entre Executivo e Legislativo.
- O Senado não rejeitava um nome indicado ao STF desde 1894; Flávio Bolsonaro classificou a derrota como vitória da oposição.
Michelle Bolsonaro comenta rejeição a Messias e afirma que justiça foi feita
A ex-primeira dama reagiu à derrota do governo ao ver a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma vaga no STF. A publicação sugeria que a oposição havia vencido e a mensagem ressaltou que a Justiça de Deus foi feita.
O Senado rejeitou Messias por 42 votos a 34, em votação secreta após sabatina de oito horas na CCJ. Para a aprovação, eram necessários pelo menos 41 votos. O governo estimava apoio de cerca de 45 senadores; a oposição projetava ao menos 30 votos contrários.
Contexto da defesa da indicação
Desde a indicação, em novembro, a escolha tensionou o relacionamento entre Legislativo e Executivo. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, chegou a defender o nome de Rodrigo Pacheco para a vaga, e a formalização ocorreu apenas em abril, com o Planalto buscando tempo para consolidar apoio.
A notícia mostra que Messias percorreu o Congresso para angariar votos, incluindo parlamentares da oposição. Ao todo, houve resistência de setores do Senado, enquanto integrantes do governo defendiam a indicação.
Histórico e desdobramentos
Desde 1894 o Senado não rejeitava um indicado ao STF, em 132 anos. Foram cinco rejeições na história, todas ocorridas durante o governo de Floriano Peixoto. Messias foi o terceiro indicado por Lula neste mandato, após Zanin e Dino serem aprovados.
A derrota repercutiu na relação entre Executivo e Legislativo, com o desgaste gerado pela comunicação tardia da indicação ao presidente da Casa. A partir de agora, cabe ao presidente Lula fazer uma nova escolha para a vaga.
Com informações da CNN Brasil, apuradas em Brasília, destacam que a sabatina confirmou posições conflitantes entre governismo e oposição. A data da próxima definição ainda não foi anunciada.
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