- A oposição atribui as derrotas seguidas de Lula no Legislativo à mobilização social, articulação política e à atuação da cúpula do Congresso, com destaque para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
- A rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal e, no dia seguinte, a derrubada do veto ao projeto da dosimetria seriam uma sequência que sinaliza mudança no ambiente do Congresso.
- Parlamentares destacam que houve pressão de familiares de condenados e que a pauta avançou após a atuação de Alcolumbre para destravar o veto.
- Na Câmara, o Novo aponta fatores como mobilização de famílias, mais de trinta assinaturas e ocupação da mesa para a sessão como elementos da vitória.
- Governistas criticaram a condução da sessão, afirmando que houve atropelo regimental para derrotar o Planalto, enquanto a oposição vê o episódio como indicativo de maior protagonismo do Legislativo.
A oposição atribui as derrotas seguidas de Lula no Congresso a uma combinação de mobilização social e articulação política, que ampliou a pressão sobre o Executivo. A leitura é de que a cúpula do Legislativo, em especial o presidente do Senado, ajudou a destravar pautas relevantes para o bloco oposicionista.
Na sequência, a rejeição à indicação de Jorge Messias para o STF e, um dia depois, a derrubada do veto ao projeto da dosimetria teriam sinalizado uma mudança no clima político. Parlamentares afirmam que o resultado não foi isolado, mas fruto de atuação conjunta entre Câmara e Senado.
Para o deputado Filipe Barros, a sequência revela uma mudança de percepção no Parlamento. Ele aponta que houve falhas no respeito a garantias fundamentais nos processos. A ideia é de que o Congresso reconheceu dissonâncias com o arcabouço constitucional.
O senador Jorge Seif acrescenta que o avanço teve apoio da observância de regras regimentais e da condução da presidência do Senado. Segundo ele, o veto enfrentava atraso que já justificava o trancamento de pauta. A leitura é de esforço conjunto entre as Casas.
Na Câmara, o líder do Novo, Marcel van Hattem, cita pressão de familiares, mobilização com mais de 30 assinaturas e ocupação da mesa para sustentar a sessão. Ele aponta que a pauta é prerrogativa do Parlamento e que a atuação conjunta foi decisiva para o resultado.
A deputada Caroline de Toni ressalta a importância da percepção sobre a proporcionalidade das penas na formação de maioria. Ela defende que decisões de justiça devem refletir as devidas proporções, sob argumento de que condenações não podem ultrapassar limites legais.
A percepção comum entre parlamentares é de que a atuação do presidente do Senado, a mobilização de familiares de condenados e a articulação oposicionista, aliadas ao desgaste do governo no Congresso, criaram condições para as vitórias. O episódio é visto como indicativo de maior protagonismo do Legislativo.
Reação da base governista
Parlamentares da base criticaram a condução da sessão sob Davi Alcolumbre, afirmando que o veto foi pautado como item único, sem considerar outros vetos antigos. Aliados do governo classificam o movimento como atropelo regimental para provocar derrota simbólica ao Planalto.
Durante a votação, a base sustenta que a derrubada do veto pode gerar insegurança jurídica ao alterar critérios de cumprimento de pena de forma retroativa. Acreditam que a mudança beneficia indivíduos ligados aos atos de 8 de janeiro, vistos como adversários da democracia.
Nos bastidores, líderes governistas reconhecem o peso do ambiente político. O responsável pela articulação no governo admite que o ânimo de derrota após Messias influenciou a votação seguinte e a fragilização da base diante do avanço oposicionista.
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