- A oposição atribuiu papel central a Davi Alcolumbre na articulação que levou à rejeição de Messias no STF, com 42 votos contrários.
- Os senadores diziam que o grupo opositor começava com cerca de 30 apoios, mas a atuação de Alcolumbre ampliou o placar contra o indicado.
- Nos bastidores, Camilo Santana sugeriu adiar a votação; Lula manteve a indicação mesmo diante do cenário adverso.
- Na CCJ, o clima apontava para 41 votos, mas no plenário Messias recebeu 34 votos a favor e 42 contrários, em rejeição histórica.
- Alcolumbre afirmou a colegas que não colocaria nova indicação ao STF antes das eleições de outubro, sustentando que não faz sentido votar nome de Lula perto do pleito.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teve papel central na rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF. A oposição atribuiu a ele a articulação que levou aos 42 votos contrários e ao resultado histórico.
Aliados afirmam que o grupo oposicionista contava com cerca de 30 votos inicialmente. Com a atuação de Alcolumbre, o placar foi ampliado e consolidou a derrota do governo.
O coro de resistência ganhou força nos momentos que antecederam a votação em plenário. Parlamentares dizem que ele mapeou resistências, estimulou indecisos e organizou o placar.
Contexto da votação
Camilo Santana, do PT, ex-ministro da Educação, sugeriu ao presidente Lula adiar a indicação na véspera da sessão. A ideia era evitar uma derrota no plenário, mas Lula manteve a indicação.
Nos dias anteriores, governistas chegaram a sustentar até 50 votos favoráveis. O relator Weverton Rocha, do PDT, chegou a declarar um piso de 44 votos para a aprovação.
Na prática, o placar final foi 34 votos a favor e 42 contra. A rejeição a um indicado ao STF não ocorria há 132 anos, segundo a cobertura disponível.
Alcolumbre comentou a colegas que não pretende submeter nova indicação ao STF antes das eleições. Segundo parlamentares, ele entende que não é adequado votar um nome do presidente Lula a menos de seis meses das eleições.
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