- Senado aprovou projeto que permite a padeiros e floristas trabalharem no feriado de 1º de maio a partir de dois mil e vinte e sete.
- Primeiro-ministro Sébastien Lecornu disse que orientaria fiscais para não multar padarias e floriculturas que abrirem no feriado, gerando incerteza jurídica.
- Le Figaro lembra que a lei mantém o feriado vigente para a maioria das profissões, com exceção de setores essenciais e de atividade contínua, como hospitais, transportes e hotéis.
- Padeiros e floriculturas veem o feriado como lucrativo e pretendem abrir, sustentados pela venda de pão fresco e do lírio-do-vale, o muguet, com estimativa de receita de cerca de € 10 milhões para o setor.
- A tradição do 1º de maio envolve o comércio de muguet nas ruas francesas, com lembrança histórica ligada à mudança de símbolos do feriado durante a década de quarenta.
Na véspera do Dia do Trabalhador, padeiros e floristas franceses desafiam a legislação vigente e prometem abrir seus estabelecimentos no feriado de 1º de maio. O debate envolve o governo, sindicatos e a confirmação de uma mudança legal a partir de 2027.
Um projeto de lei, apresentado por senadores do centrismo UDI e aprovado no dia 29 de abril, autoriza que esses setores trabalhem no feriado, tradicionalmente reservado a descanso e celebração histórica dos trabalhadores. A proposta divide opiniões no parlamento e entre trabalhadores.
O primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirmou, em 17 de abril, que orientaria fiscais para não multar estabelecimentos que abrirem no dia 1º de maio, gerando, segundo o jornal, certa confusão jurídica sobre a aplicabilidade da lei atual.
O que muda com o projeto
Le Figaro ressalta que a lei atual protege a maioria das profissões, com exceções para serviços essenciais e atividades contínuas. Mesmo assim, donos de padarias e floriculturas planejam manter operações, apoiados pela expectativa de nova norma e pela posição informal de autoridades.
Por que padarias e floriculturas funcionam nesse feriado
A escolha pelo 1º de maio é econômica para os dois setores: padarias, pela demanda de pão fresco, e floriculturas, pela venda de lírio-do-vale, o muguet. Farell Legendre, da Federação Francesa dos Floristas, aponta que o comércio de muguet movimenta cerca de € 10 milhões ao setor.
Contexto histórico do muguet
O muguet tornou-se símbolo do Dia do Trabalho na França a partir da década de 1940. Durante o regime de Vichy, o 1º de maio foi oficializado como Festa do Trabalho e da Conciliação Social. Desde então, o muguet é associado ao feriado, com venda ampla nas ruas e em floriculturas.
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