- O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou 90 dias para a Polícia Federal periciar as imagens das câmeras corporais dos policiais envolvidos na Operação Contenção, no Rio de Janeiro.
- A operação contra o Comando Vermelho, deflagrada em outubro, deixou mais de 120 mortos, incluindo cinco policiais.
- O prazo começa a contar após a PF receber as imagens em mídias físicas, conforme pedido da corporação, já que os peritos não haviam conseguido abrir os arquivos digitais.
- A PF pediu que trechos de interesse fossem indicados para acelerar a análise; Moraes autorizou que o governo do estado do Rio de Janeiro e o Ministério Público indiquem, em até dez dias, os trechos relevantes entre as 4.500 horas de gravação da Polícia Militar.
- O ministro também autorizou o acesso do Ministério Público aos laudos necroscópicos dos mortos na operação, medida inserida no processo ADPF das Favelas n.º 635.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, concedeu 90 dias para a Polícia Federal realizar perícia nas imagens captadas pelas câmeras corporais de policiais que participaram da Operação Contenção contra o Comando Vermelho, no Rio de Janeiro, deflagrada em outubro, que deixou mais de 120 mortos, entre eles cinco integrantes das forças de segurança.
A perícia só poderá iniciar após a PF receber todas as imagens em mídias físicas, conforme solicitado pela própria corporação. A exigência visa evitar problemas de integridade dos arquivos.
No dia 15 deste mês, a PF pediu à Polícia Militar do Rio que envie as gravações no formato original para verificação. A solicitação ocorreu após peritos da PF não conseguirem abrir os arquivos digitais.
Para acelerar o trabalho, a PF solicitou que trechos relevantes sejam indicados objetivamente, o que foi autorizado pelo ministro. Moraes determinou que o governo do estado e o Ministério Público indiquem, em 10 dias, os trechos de interesse entre as 4.500 horas de gravação.
Alexandre de Moraes também autorizou o MP a ter acesso aos laudos necroscópicos dos mortos durante a operação. A decisão integra o processo ADPF das Favelas, que já determinou medidas para reduzir a letalidade em operações no RJ.
A operação anterior envolve ações do estado contra o crime organizado e tem gerado debates sobre procedimentos e rigor técnico na apuração de episódios de violência. As próximas etapas dependem do envio e da avaliação das imagens pela PF.
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