- A Polícia deflagrou a quarta fase da Operação Contenção, para conter a expansão do Comando Vermelho e desarticular a lavagem de dinheiro da facção.
- Uma mensagem interceptada mostra Márcia Nepomuceno pedindo que Preto busque 10 mil reais com “DC” (Doca); a família é apontada como ligada ao chefe Doca.
- O operador financeiro do CV, Carlos Alexandre Martins, foi preso durante a operação, após localização no Morro do Adeus.
- Doca permanece foragido; a ação cumpriu 12 mandados de prisão preventiva, incluindo Marcinho VP (preso há quase trinta anos) em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
- As investigações indicam que a família gerencia e lava o dinheiro do tráfico por meio de imóveis e comércios, com movimentações incompatíveis com as rendas declaradas.
A Polícia Civil do Rio deflagrou, nesta quarta-feira (29), a nova fase da Operação Contenção, que mira a expansão do Comando Vermelho. A ação envolve mandados de prisão preventiva e busca em endereços ligados a familiares de integrantes da facção no estado.
A investigação aponta ligação entre a família de Marcinho VP e Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca ou Urso, um dos chefes do CV. A mensagem interceptada envolve a empresária Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, esposa de Marcinho VP, solicitando auxílio financeiro com o código DC.
Márcia, Oruam e Lucca aparecem como alvo de mandados nesta operação, que também mira o operador financeiro do CV. A ação cumpre 12 mandados de prisão preventiva expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada em Crime Organizado da Capital.
O que aconteceu
Policiais da DRE cumpriram os mandados em dois endereços de Oruam, na Freguesia (Jacarepaguá) e em Angra dos Reis, além de vasculhar casas de Lucca e de Márcia. Um suspeito foi preso: Carlos Alexandre Martins, apontado como operador financeiro do CV, na região do Morro do Adeus, no Complexo do Alemão. Também houve apreensão de veículo.
Quem está envolvido
Entre os alvos da operação estão Marcinho VP, Márcia Nepomuceno, Oruam e Lucca. Doca, um dos chefões do CV, continua foragido. A delegada Iasminy Vergetti, da DRE, afirmou que o dinheiro do tráfico é gerido pela família, que lava e oculta os recursos por meio de imóveis e negócios.
Outros procurados incluem Ederson Gonçalves Leite, o Sam da CDD; Edmar Alves de Andrade, o Doca; Eduardo Fernandes de Oliveira, o 2D; Jeferson Lima Assim; Luciano Martiniano da Silva, o Pezão; Luiz Paulo Silva de Souza; Marcinho VP, já encarcerado; Oruam; e Wilton Rabello Quintanilha, o Abelha. Ainda não foram localizados.
Quando e onde
A operação ocorreu nesta quarta-feira, 29, na capital fluminense e em Angra dos Reis, na Costa Verde. As ações de busca atingiram imóveis em Jacarepaguá (Freguesia) e no Recreio dos Bandeirantes, além de Angra dos Reis.
Por quê
A DRE atua para conter a expansão do CV e desmantelar o esquema de lavagem de dinheiro da facção. Informações de investigação indicam que o faturamento do tráfico era repassado a operadores financeiros, que fragmentavam o dinheiro em contas de laranjas.
Os desdobramentos
Marcinho VP permanece preso há quase 30 anos. A defesa afirmou que a vida patrimonial de Márcia é lícita e que houve licitude em suas movimentações. A polícia continua levantando evidências sobre a cadeia de comando e os fluxos financeiros do CV.
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