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Prefeita de Campo Grande proíbe uso de banheiro feminino por mulheres trans

Prefeita de Campo Grande sanciona lei que proíbe uso de banheiros femininos por mulheres trans, medida alvo de contestação constitucional e ações legais

Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), em cerimônia de atividades do mês da mulher
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  • A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, sancionou lei que proíbe mulheres trans de utilizarem banheiros femininos no município.
  • A norma busca, segundo a justificativa, proteger a privacidade, a segurança e a dignidade das mulheres, com foco no sexo biológico.
  • O texto aprovado previa critérios baseados no sexo biológico em concursos públicos e em práticas esportivas, mas esse trecho foi vetado pela prefeita.
  • A Associação das Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul afirmou que a lei afronta a Constituição e os precedentes do Supremo Tribunal Federal.
  • O Ministério Público e a Defensoria Pública anunciaram ações para avaliar a legalidade e monitorar medidas que possam discriminá-las.

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), sancionou uma lei que proíbe mulheres trans de utilizarem banheiros femininos no município. A norma integra uma política municipal de proteção à mulher e visa resguardar a privacidade e a segurança em espaços públicos e institucionais. A sanção ocorreu após a aprovação pela Câmara Municipal.

O texto estabelece que banheiros exclusivos a mulheres biológicas devem ser mantidos para resguardar intimidade e evitar situações de importunação. O autor do projeto, vereador André Salineiro (PL), justificou a medida pela necessidade de preservar a dignidade das mulheres.

Na prática, a lei trouxe ainda a previsão de critérios com base no sexo biológico para concursos públicos e práticas esportivas, trecho que foi vetado pela prefeita antes de sua sanção final.

A Associação das Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul afirmou que a lei afronta a Constituição e desrespeita precedentes do STF, que reconhecem a identidade de gênero como direito fundamental. A entidade aponta risco de violação de direitos.

A prefeita argumentou que a defesa do direito das mulheres é o objetivo central da norma, lembrando que a definição de políticas de proteção pode exigir limites na utilização de certos espaços. Ela disse estar defendendo a prioridade feminina em Campo Grande.

O Ministério Público informou ter sido acionado pela ouvidoria e que o procurador-geral avalia a viabilidade de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade. A Defensoria Pública abriu procedimento para apurar possíveis violações de direitos fundamentais.

A pasta pública também informou que acompanhará as medidas da administração para verificar se há prática discriminatória contra mulheres trans, travestis e pessoas com identidade de gênero feminina. As ações serão monitoradas ao longo do tempo.

Contexto nacional: leis que restringem o uso de banheiros por pessoas trans já foram sancionadas em outras cidades, mas costumam enfrentar contestação judicial. O STF tem se pautado pela competência dos tribunais de Justiça para decidir sobre o mérito nesses casos.

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